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Salvaram vidas

Número de doadores de órgãos triplicou na Santa Casa de Campo Grande em 2016

Recusa das famílias ainda é principal problema para captação dos órgãos

17 novembro 2016 - 09h00Por Correiodoestado
Número de doadores de órgãos triplicou na Santa Casa este ano, em comparação com o ano passado. De janeiro a outubro foram realizadas 24 captações de órgãos, enquanto no mesmo período de 2015 foram oito.

Conforme a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Santa Casa, destes 24 doadores, foram captados 42 rins, 12 fígados e seis corações.

Foram registradas 107 mortes encefálicas no hospital e, desse número, 51 não tinham condições clínicas para doação de órgãos. Das 56 vítimas restantes em condições de doar, 32 famílias não autorizaram o procedimento.

Em 2015, foram 79 mortes encefálicas, com 37 vítimas em condições de doação, 29 recusas familiares e apenas oito procedimentos de captação de órgãos. Destas captações, foram doados 15 rins e quatro fígados.

Apenas em outubro, foram quatro captações de órgãos este ano e nenhuma em 2015. De oito mortes encefálicas no ano passado passou para 12 neste ano e as recusas familiares diminuíram de quatro para duas em 2016.

Investimentos estão sendo feitos na captação de órgão por conta do fato do hospital retornar à atividade de transplantes ainda neste mês.

Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Mato Grosso do Sul está em quarto colocado em número de potenciais doadores por milhão de pessoas e entre os 10 primeiros estados em número de doadores efetivos por milhão de pessoas.

TRANSPLANTE

Caminho dos transplantes tem início pelo diagnóstico de morte encefálica, quadro irreversível onde se constata parada total das funções cerebrais decorrente de traumatismo craniano ou acidente vascular. A circulação, neste caso, permanece de modo artificial até autorização da família para doação

Manifesto tal desejo, entrevista estabelece histórico clínico do paciente para averiguar seus hábitos. Essa etapa é complementar aos testes biológicos e físicos de compatibilidade com receptores na fila de transplantes. Só então os órgãos são retirados e transportados.

Estimativa do Ministério da Saúde aponta que a sobrevida de pacientes depois da cirurgia é de 80% nos casos de transplante de rim, 70% de coração e 60% para fígado e pulmão.

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