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Paralisação dos correios atinge 31 municípios de MS

28 abril 2016 - 09h00Por Dourados News

Em Mato Grosso do Sul 31 municípios aderiram a paralisação nacional de 24 horas dos trabalhadores dos Correios. O movimento busca solicitar ao governo federal e à direção dos Correios melhores condições de trabalho.

Para a presidente do sindicato dos funcionários da ECT no estado, Elaine Regina Oliveira, a adesão ao movimento mostra "a ampla insatisfação com o estado de coisas atual existente entre os trabalhadores dos Correios e mostra nossa disposição de luta para revertê-la".

Em Campo Grande, os trabalhadores fizeram uma concentração em frente ao Centro Operacional, na rua Barão do Rio Branco, e depois seguiram em passeata até o prédio da administração regional, onde realizaram um ato e distribuíram uma carta aberta à população onde são explicadas as razões da paralisação.

Em 14 cidades a paralisação das agências foi total e nas outras o funcionamento foi precário, somente com chefes atendendo. As cidades atingidas pela paralisação no estado de Mato Grosso do Sul foram: Campo Grande, Água Clara, Amambai, Angélica, Aquidauna, Aral Moreira, Caarapó, Camapuã, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Deodápolis, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Maracaju, Miranda, Mundo Novo, Naviraí, Paraíso das Águas, Paranhos, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Sidrolândia e Três Lagoas.

Elaine informou que agora os sindicatos voltam a se reunir com a federação nacional para fazer uma avaliação e traçar os novos passos do movimento.

São diversos os pontos reivindicados pelos trabalhadores, tais como a realização de concurso e contratação para suprir a defasagem de trabalhadores existentes que gera sobrecarga de serviço e atraso na entrega de correspondências e mercadorias aos clientes; falta de coisas básicas no local de trabalho, desde copo e água até papel higiênico; imposição de uma "reestruturação" da empresa que prevê o fechamento de agências (para MS está previsto o fechamento de 15 agências); repasse aos trabalhadores do "rombo" de cinco bilhões no fundo de pensão da categoria, fruto de má gestão; pressão e assedio moral sobre os trabalhadores para atingirem metas consideradas impossíveis dada a falta de pessoal e de estrutura; deterioração do Plano de Saúde e falta de segurança nas agências, principalmente do interior.

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