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Travada

Presidente da Assembleia diz que falta 'norte' para instalar CPI Caça-fantasma

Junior Mochi afirmou que é a favor de se instalar a comissão

17 novembro 2016 - 07h30Por Correiodoestado
O presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), disse hoje que ainda é preciso dar "o norte de trabalho" para autorizar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar a presença de funcionários fantasmas na Casa.

Ele pronunciou-se durante a sessão para se posicionar sobre o requerimento 338/2016, proposto pelo prefeito eleito de Campo Grande e deputado Marquinhos Trad (PSD). O pedido ainda foi apoiado por Amarildo Cruz (PT), João Grandão (PT), Pedro Kemp (PT), Cabo Almi (PT), Zé Teixeira (DEM), Beto Pereira (PSDB), Lídio Lopes (PEN), Coronel David (PSC), Professor Rinaldo (PSDB), Renato Câmara (PMDB) e Marcio Fernandes (PMDB).

O espinhoso assunto exigiu que Mochi posiciona-se a favor da instalação, mas ele ponderou que ainda é preciso ajustes no requerimento.

"É inoportuno que ao não precisar exatamente o fato ao qual o indício ou qual o envolvimento daria o norte ao trabalho da CPI, correndo risco de abrir sérios procedentes com a instalação", justificou.

O deputado ainda apontou que há omissões no pedido e Marquinhos Trad precisará aparar arestas para que a proposta siga em frente. "O requerimento é omisso quando não aponta quem praticou tal conduta e quando aconteceu", disse.

Objetivamente, o ato do presidente da Assembleia pede que o deputado do PSD especifique o que a CPI vai investigar, descreva quais são as denúncias e quando ocorreram, além de detalhar o período a ser analisado.

"Devolvo o documento ao autor para melhor especificar o objeto e o lapso temporal da investigação da comissão, descrevendo quais denúncias e quando ocorreram os fatos apurados para se cumprir seus objetivos", explicou Mochi.

Marquinhos Trad agora vai analisar o pedido da presidência. Não há prazo definido para que o novo requerimento seja apresentado.

MOTIVAÇÃO

A proposta da CPI surgiu depois que Marquinhos Trad foi acusado, durante campanha para a prefeitura de Campo Grande, de ser funcionário fantasma da Assembleia Legislativa.

Athayde Nery (PPS), concorrente ao Executivo no primeiro turno, fez a acusação durante debate. Ele sustentou que Marquinhos tinha sido contratado pela Casa em 1986, quando estudava direito no Rio de Janeiro.

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