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Capital

Sem vagas em hospital, pacientes graves estão em ambulâncias

03 maio 2016 - 12h30Por Fonte: dahorabataguassu
Três pacientes de cidades do interior de Mato Grosso do Sul esperam há horas por atendimento médico em Unidades de Terapia Intensiva (UTI's) móveis, no pátio do Hospital Regional, em Campo Grande. Um deles, estaria em estado grave, com quadro de hemorragia interna. As informações são do delegado plantonista Cleverson Alves que registrou denúncia, na madrugada de hoje (3), e falou com a reportagem do Portal Correio do Estado no começo da manhã.

Marido de uma jovem, de 24 anos, que enfrenta graves problemas em decorrência de diabetes foi que anunciou o problema à polícia. Segundo ele, a esposa saiu em ambulância do Hospital Municipal de São Gabriel do Oeste com transferência autorizada pela Central de Regulação Estadual de Vagas para qualquer hospital público da Capital. Chegando na cidade por volta das 2h, em nenhum deles havia vaga disponível. Orientados por médicos, o casal seguiu para o Hospital Regional, onde outros três moradores de cidades esperavam por atendimento na mesma situação: em ambulâncias.

"Médica nos disse que tem três ambulâncias do interior no pátio e um dos pacientes pode morrer a qualquer momento, pois está com hemorragia interna. Isso é um absurdo. Sem disponibilizar leitos suficientes para atendimento, o Estado deveria encaminhar esses pacientes para a rede de saúde particular", sugeriu Cleverson.

Ainda conforme a autoridade policial, a Central de Regulação de Vagas afirmou que não há o que ser feito. "Uma médica ligou no setor e, sem justificativas, disseram que não tinham o que fazer", pontuou. A reportagem tentou falar na Central, por telefone, mas as ligações não foram atendidas. O delegado registrou o caso como omissão de socorro para apurar responsabilidades.

CASO COM MORTE

Fato parecido ocorreu em fevereiro deste ano, no Hospital Universitário da Capital. Entretanto, o paciente morreu. Sebastião Nogueira da Silva, 62 anos, que havia sido transferido de Costa Rica, esperou quase oito horas dentro de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel, respirando com ajuda de aparelhos. Contudo não resistiu à demora para o socorro adequado.

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