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Invasão em sala de reunião aumenta lista de desafetos de Felipão no Palmeiras

Invasão em sala de reunião aumenta lista de desafetos de Felipão no Palmeiras

05 junho 2012 - 09h23
Uol

Roberto Frizzo, Sérgio do Prado, Gilto Avallone, Kleber, Lincoln, Wellington Paulista, Pierre e agora Seraphim del Grande. Essa é a lista de desafetos de Luiz Felipe Scolari desde que voltou ao Palmeiras, no meio de 2010. O nome do ex-diretor de futebol entrou no grupo no fim da semana passada.

O gaúcho não engoliu as declarações de Seraphim ao UOL Esporte sobre o excesso de jogadores do São Caetano no Palmeiras e também pelo pagamento de comissões a empresários. O treinador invadiu a sala de reuniões e cobrou o ex-diretor de futebol pelas declarações. Uma breve discussão aconteceu ali mesmo, como relatou o Blog do Avallone, em frente a outros dirigentes e acabou deixando clara a constante insatisfação do técnico sobre o ambiente da Academia de Futebol.

No extracampo, Felipão ainda teve problemas com Sérgio do Prado, ex-gerente administrativo, com o atual vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e outros conselheiros que são chegados a holofotes da mídia, como Gilto Avallone. Sobrou até para o grupo de investidores que comandam a DIS, braço esportivo do Sondas.

Dentro de campo, o pentacampeão não conseguiu se entender com nomes como Lincoln, Kleber, Wellington Paulista e Pierre. A maioria dos casos foi reflexo da habitual turbulência do ambiente na Academia de Futebol. Essa guerra interna, aliás, é a justificativa para os mais próximos de Luiz Felipe Scolari pelas constantes explosões que presenciam no Palmeiras. O gaúcho, que nunca foi de levar desaforo para casa, teve seu perfil briguento inflado no time em que ele virou ídolo no fim da década de 1990.

Desde que chegou, Felipão deixa claro que não gosta da insegurança que sente nos bastidores do Palmeiras. No mês passado, por exemplo, reclamou publicamente e pediu que os dirigentes "assumissem essa m....", referindo-se a falta de dinheiro no caixa alviverde. Problemas à parte, jogadores e comissão tentam se concentrar em recolocar o time em uma final, fato que não acontece desde 2008, no Paulistão.

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