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ESPORTES

Manipulação de resultados é um dos maiores inimigos do esporte

26 janeiro 2021 - 11h00Por Sandro Maciel - Jornalista

Recentemente, no site Lei em Campo, o advogado e jornalista Andrei Kampff publicou um artigo sobre os riscos de integridade nos esportes após duas punições recentes a atletas, que estão sendo acusados de se envolverem em práticas ilegais. Segundo Kampff, “a manipulação de resultados é um dos maiores inimigos do esporte”. Em sua publicação, ele discute o caso da tenista eslovaca Dagmara Baskova que fez “corpo mole” durante seus jogos para manipular o resultado das partidas, e do lateral inglês, Kieran Trippier, que apostou na própria transferência para um clube diferente do que defendia.

Esses casos deixam mais claro do que nunca que um dos principais inimigos dos esportes, a manipulação dos resultados, continua entre nós e permanece atuante. As ações de Dagmara Baskova e Kieran Trippier, foram punidas com rigor, porém deram um duro golpe em um dos principais pilares do esporte, a integridade.

A incerteza da prática esportiva

Um dos principais fatores pelos quais somos apaixonados pelas mais variadas práticas esportivas é a incerteza do resultado. Se antes de qualquer partida, seja ela de qual esporte for, soubéssemos qual seria o placar do jogo, essa modalidade teria boa parte de sua força drenada, não provocando quase nenhum sentimento dos seus torcedores. Mas com a garantia de que as partidas disputadas são idôneas, os torcedores costumam lotar os estádios e dar palpites de futebol em sites de apostas que cobrem os principais torneios do planeta. Por conta disso, muitos princípios do direito esportivo buscam garantir a imprevisibilidade do resultado, assim como a integridade esportiva, o jogo limpo e a paridade de armas, que nada mais é que garantir que os competidores tenham condições iguais.

Por conta disso é fundamental que se combata a manipulação de resultados, que em muitos casos ocorre por interesses financeiros por parte dos envolvidos, mas acaba agredindo toda a essência do esporte, sendo que este não é um problema recente, havendo diversos casos do tipo em toda a história.

Futebol e tênis, casos recentes

Após ficar comprovado que “vendeu” os resultados de algumas partidas que disputou, a tenista Dagmara Baskova recebeu uma punição de acordo com a gravidade dos seus atos. A atleta está impedida de atuar profissionalmente por 12 anos. Além disso, ela terá que pagar uma multa que inicialmente está estipulada em aproximadamente R$ 200 mil.

A punição foi anunciada em dezembro do ano passado, pela Unidade de Integridade do Tênis. No ano de 2019 ocorreram 37 casos de manipulação de resultados, sendo que só no tênis, houveram 17 casos suspeitos. Já a situação envolvendo Baskova não foi a única que chamou atenção no final de 2020 - o lateral-direito do Atlético de Madrid também foi alvo de investigação, e recebeu um gancho de 10 semanas longe dos gramados, além de uma multa de 70 mil libras (algo próximo a R$ 490 mil). Essas punições se deram porque o futebolista quebrou regras relacionadas a apostas, e as sanções foram aplicadas pela Football Association (FA), entidade que controla o futebol inglês.

Contudo, o Atlético de Madrid entrou com um recurso, onde o time alega que a suspensão do jogador não teria qualquer influência sobre as partidas disputadas pela seleção inglesa, e que somente o clube seria prejudicado, sem que eles tivessem nenhum tipo de envolvimento com o caso. Dessa forma, a FIFA acabou aceitando o recurso, que está em fase de análise - até lá, o jogador poderá disputar as partidas pelo Atlético de Madrid normalmente, até que uma nova pena seja sancionada.

Passos tímidos

Durante o ano de 2020, a legislação brasileira deu alguns passos na autorregulação do esporte, porém, acredita-se que em 2021 esse processo será muito mais célere. Medidas como o Fair Play Financeiro da CBF devem finalmente sair do papel, e as entidades reguladoras devem ficar de olho em todos os envolvidos diretamente com o esporte. Dessa forma, qualquer prática esportiva deve fazer o possível para se proteger da manipulação de resultados, que acaba ferindo a essência dos desportos, que é simplesmente uma disputa igualitária e limpa.

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