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Alta produtividade garante evolução constante do agronegócio brasileiro

Alta produtividade garante evolução constante do agronegócio brasileiro

28 novembro 2011 - 10h41Por Assessoria
Apesar da queda de preços nos alimentos de 60% a 75% no mundo e de 80% no Brasil nos últimos 30 anos, o cenário nacional do agronegócio brasileiro é de evolução permanente. Essa foi a análise de Geraldo Sant´Anna de Camargo Barros, engenheiro agrônomo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador científico do Centro de Estudos Avançados e Economia Aplicada (CEPEA), durante o seminário MS Agro, realizado dia 25 no auditório da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).

“O que garantiu a estabilidade e até mesmo o crescimento da economia foram os investimentos em tecnologia que refletiram numa maior produtividade. A evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio é a prova disso”, explica Barros. De 1994 a 2010, o PIB do setor aumentou em 37%, saindo de 600 bilhões para 820 bilhões no ano passado. “Se os preços estivessem num patamar mais elevado poderíamos chegar a 950 milhões”, aponta. O ano de 2011 vai fechar ainda com um crescimento de 5,8% no PIB do setor.

Agricultura

A produção e comercialização de grãos da safra 2011/2012 vão garantir lucros ao produtor. “Estamos diante de um cenário ainda mais favorável na agricultura do que vivemos em 2011. Estoques baixos de grãos nos Estados Unidos, maior produtividade no Brasil e valorização do real vão segurar preços altos e trazer maior rentabilidade ao produtor brasileiro”, aponta André Pessoa, engenheiro agrônomo, mestre em Economia Agrícola e sócio-diretor da Agronconsult.

“Os Estados Unidos passam pelo sexto ano com estoques críticos de soja. No Brasil, estamos com 25 milhões de hectares de área plantada e uma produção que pode chegar a 78 milhões de toneladas se tivermos uma alta produtividade, o que pode superar a expectativa inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 72 milhões”, explica Pessoa. Apesar do aumento de custo na produção do grão, que cresceu 7% em relação à última safra, o cenário internacional nos favorece e com isso mantemos a lucratividade do setor”, complementa.

Em relação à produção de milho, Pessoa aponta tendências ainda mais positivas. “O aumento na produção será maior. Temos previsão de 40 milhões de toneladas para essa safra e mais 25 milhões para a safrinha. É uma grande oportunidade já que no mundo o grão também está com estoques baixos. Por conta da redução nos Estados Unidos, por exemplo, o Brasil tem hoje 20 novos mercados para exportação do milho”, relata o palestrante.

Pecuária

Sendo a pecuária uma atividade de investimento de médio a longo prazo, a análise dos cenários econômicos nacional e internacional é ainda mais relevante ao produtor. “O mercado de alimentos cresce em função do aumento do consumo mundial, mas é preciso cautela. Antes de qualquer investimento, o produtor necessita analisar os custos de sua produção”, enfatiza o professor e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/USP), Sérgio De Zen.

Segundo De Zen, o produtor precisa conhecer detalhadamente os custos que movem sua atividade econômica e somente diante disso investir na ampliação de sua produção. “Ainda temos muito a crescer. O Brasil tem muito mais terras agrícolas sem uso do que qualquer outro país. São 170 milhões de hectares de terras inexploradas. Com gestão de seu negócio, todo o país irá continuar a crescer”, diz De Zen.

MS Agro – Em sua segunda edição, o MS Agro trouxe palestras e discussões que apontaram os cenários econômicos e as tendências de mercado para 2012. O evento é uma realização da Famasul e conta com o apoio da Aprosoja, Bolsa Brasileira de Mercadorias (BB&M), Banco do Brasil, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), Sebrae/MS e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/MS).

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