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André oferece Mato Grosso do Sul como oportunidade para italianos na superação da crise europeia

André oferece Mato Grosso do Sul como oportunidade para italianos na superação da crise europeia

23 maio 2012 - 08h00Por Douranews
Além de marcar presença com investimentos em setores fortes da economia de Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli acredita que é possível atrair empresários italianos para segmentos ainda com potencial inexplorado. Na participação que faz nesta terça-feira (22) na Rodada de Negócios & Fórum Econômico Brasil-Itália, em São Paulo, o governador destaca a potencialidade de produtos que ainda saem do estado na forma de matéria-prima, e que podem se tornar produto acabado.

Mato Grosso do Sul fala a língua da Itália quando o assunto é busca e oferta de oportunidades para intercâmbio econômico e investimento. No fórum e rodada de negócios entre governos e empresários nacionais e territoriais dos dois países, o estado foi destaque ao mostrar como novos segmentos da economia estão se abrindo e sendo incentivados pelo governo. Em italiano, o governador André Puccinelli apresentou no painel de abertura o panorama atual e as perspectivas concretas que empresas de todos os portes vão encontrar em Mato Grosso do Sul.

“Nós temos, por exemplo, recursos minerais inexplorados. Temos jazidas de mármore na Serra da Bodoquena, na região de Bonito, que ainda não estão exploradas. Portanto, um intercâmbio que se pode fazer é na área de mineração”, destacou, em conversa com jornalistas brasileiros e estrangeiros no centro de eventos da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo). Outra riqueza estadual, o minério de ferro, é outro segmento que tem condição de agregar valor e crescer se for industrializado, além de produções onde ainda não existe tradição em Mato Grosso do Sul, e onde os italianos têm ampla experiência. “Há possibilidades na transformação de aços longos, de trazer grife moda, de vestuário. É possível fomentar os investimentos muito fortes que temos no setor de madeira, enfim, há tantas oportunidades e possibilidades de obtermos partners para que em conjunto, possamos progredir ambos, italianos e brasileiros”, afirmou.

A crise que paira sobre os países europeus não ficou de fora do encontro, e autoridades e empresários foram unânimes em defender esforços para internacionalizar as relações empresariais dos dois países. “Nos momentos de crise é que se vê os empreendedores ousados, e quem tem know-how, quem vê a competitividade do mercado como oportunidade, quem ousa e é competente, este permanece”, avaliou o governador de Mato Grosso do Sul.

Estado é o caminho das oportunidades

Internacionalizar as empresas de seu País e concretizar investimentos em parcerias no Brasil é uma necessidade para a Itália e também uma oportunidade para os estados brasileiros, conforme avaliou o presidente da região de Marche (equivalente a um estado) e um dos coordenadores da ampla missão italiana que está no Brasil, Gian Mario Spacca. “A Europa e a Itália estão em momento difícil da economia, que chama também a solidariedade das outras áreas econômicas do mundo. Por isso a oportunidade de criar uma colaboração pode resultar no crescimento útil a todos, especialmente a Itália e ao Brasil”, defendeu.

Na defesa de Mato Grosso do Sul como um caminho para essas oportunidades, André Puccinelli mostrou aos empresários e autoridades que lotavam a plateia a situação das fronteiras, as rodovias, ferrovias e hidrovias de divisas, o perfil socioeconômico, as áreas em desenvolvimento, com projetos de melhoria já concretizados ou em execução. “É um estado novo, que está se industrializando, e para isso temos nove projetos estratégicos, de linhões de energia, de rodovia na região Sul Fronteira e de integração no Norte”, mostrou o governador. Puccinelli citou as iniciativas, incentivos e buscas de parcerias que visam dar sustentatibilidade à diversificação que Mato Grosso do Sul já vem obtendo, avançando da produção de carne e grão, para, por exemplo, as novas indústrias de papel e celulose, açúcar e energia renovável. “Damos um incentivo grande a produção de etanol e açúcar e energia. Hoje temos 24 empresas funcionando e 12 em estudo”, informou.

Moderador do painel, o diretor da Fiesp, Thomas Zanotto, falou com otimismo de um dos pontos de preocupação do governador do Estado, a infraestrutura para transporte da produção. Ele lembrou que é um projeto prioritário do governo brasileiro a ligação ferroviária do Porto de Paranaguá, no Paraná, aos portos do Pacífico, passando pela Argentina e chegando ao Chile. “Assim as exportações do Centro-Oeste brasileiro poderão sair pelo [Oceano] Pacífico e ganhar competitividade, porque hoje, sai mais caro embarcar no Atlântico e dar a volta. Entendo, governador, que isso vai avançar bastante”, afirmou Zanotto, no encerramento do painel.

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