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Carne bem passada pode aumentar incidência de tumores intestinais em até 80%

Carne bem passada pode aumentar incidência de tumores intestinais em até 80%

22 novembro 2011 - 16h20
Isaude.net


Estudo mostra que consumir substâncias existentes na crosta de carne bem passada aumenta de 31% a 80% incidência de tumores intestinais.

Para a realização da pesquisa p esquisadores do Norwegian Institute of Public Health (NIPH), na Noruega, adotaram um tipo de rato no qual enzimas humanas foram inseridas para examinar se as pessoas podem ser mais sensíveis a certas substâncias carcinogênicas de alimentos termicamente tratados. Eles conseguiram um modelo melhor para examinar os efeitos das substâncias nos alimentos sobre os humanos.

Mutagênese dos alimentos
O processamento térmico dos alimentos pode levar à formação de substâncias carcinogênicas. A formação das substâncias carcinogênicas – a chamada mutagênese – geralmente ocorre em altas temperaturas, no processo de fritar ou grelhar os alimentos.

Existem enzimas chamadas sulfotransferases (SULT) em vários lugares do corpo humano. Elas somente são encontradas nos fígados de ratos de laboratório normais. As enzimas SULT podem tornar algumas substâncias nos alimentos menos prejudiciais, mas também podem transformar substâncias inofensivas em substâncias carcinogênicas.

Uma pesquisa melhor
Os seres humanos têm enzimas SULT em muitos órgãos enquanto os ratos só as têm no fígado. Usar os resultados de ratos de laboratório para prever o risco para a saúde dos humanos ao consumir mutagênicos de alimentos pode então ser subestimado. Os pesquisadores do NIPH usaram em seus experimentos ratos de laboratório com a mesma quantidade que os humanos de enzimas SULT nos intestinos.

Os ratos receberam o mutagênico geralmente encontrado em maiores quantidades na crosta da carne e do peixe. Os pesquisadores quiseram estudar o desenvolvimento do tumor nos intestinos do ratos “semelhantes a humanos” e compará-lo com o desenvolvimento do tumor nos ratos normais que receberam o mesmo mutagênico.

Os resultados mostraram que a incidência de tumores intestinais aumentou de 31% para 80% nos ratos “semelhantes a humanos” depois de consumir substâncias da crosta da carne.

Isso mostra que os ratos de laboratório normais não são um bom modelo para examinar o risco para a saúde dos humanos em consequência da ingestão de mutagênicos alimentares originários da carne e do peixe bem passados.

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