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Correios e trabalhadores divergem sobre prazo de normalização da entrega de correspondências em São Paulo

13 outubro 2011 - 17h00
Agência Brasil

A entrega de cartas e encomendas na Grande São Paulo deve ser normalizada em seis dias, segundo os Correios. Os trabalhadores dos Correios voltaram ao trabalho hoje (13) no estado, depois de 29 dias de paralisação. A retomada das atividades ocorreu após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar, na terça-feira (11), o fim da greve.

Durante a paralisação, cerca de 180 milhões de encomendas deixaram de ser entregues em todo país. Os Correios, contudo, não informaram quanto dessas encomendas são do estado São Paulo.

Mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP), poderá levar 15 dias para normalizar a entrega de correspondências e encomendas no estado. Segundo o vice-presidente da entidade, Rogério Bueno, das encomendas atrasadas, cerca de 60 milhões são da região metropolitana.

“De acordo com que os trabalhadores nos repassaram, as entregas devem estar normalizadas em dez ou 12 dias. No máximo, em 15 dias”, disse Bueno, contradizendo a informação dos Correios. De acordo com Bueno, os Correios têm 110 mil trabalhadores ativos no país. Só na Grande São Paulo, são 20.800.

Sobre a decisão do TST, o vice-presidente do Sintect-SP disse que ela “não foi totalmente agradável”. Ele declarou que os trabalhadores vão acatar a determinação da Justiça, mesmo sem ter conseguido tudo o que reivindicavam.

Ao julgar o dissídio coletivo da categoria, o TST concedeu reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto e aumento de R$ 80 em outubro. Também definiu o desconto de sete dias não trabalhados dos salários dos funcionários e a compensação dos outros 21 dias parados.

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