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Empresário bem sucedido vende pipocas nas horas vagas em Caarapó

Empresário bem sucedido vende pipocas nas horas vagas em Caarapó

02 fevereiro 2012 - 13h50
Caaraponews

Muitas pessoas ao andarem a noite na praça central Mário Martines Ribeiro de Caarapó, estão se deparando com um vendedor de pipocas. Até aí nada demais, só que a maioria não sabem que por trás daquele vendedor ambulante, existe um homem de negócios bem sucedido nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Trata-se do empresário do setor lotérico José Carlos Quintino (59).


“Seu Quintino”, como é conhecido em Caarapó, é natural de Cândido Mota/SP e chegou no município há um ano e meio, procedente da cidade de Santo Antônio da Platina/PR, local onde possui uma casa lotérica. “Minha filha já morava aqui com meu genro que veio para trabalhar em uma das empresas instaladas na cidade e certa vez resolvi visitá-los e de cara me apaixonei pela cidade. Sempre comento com as pessoas que foi amor a primeira vista. De imediato já combinei com minha esposa para mudarmos definitivamente para cá, o que não demorou acontecer”, informou.


“Como já atuo a alguns anos no setor lotérico no Paraná, chegando na cidade ficamos sabendo que a tradicional casa lotérica “Zebrinha” estava a venda e em contato com o proprietário conseguimos fechar o negócio. “Estamos felizes com o empreendimento e com a cidade que está em pleno desenvolvimento. Inclusive estamos fazendo outros investimentos em Caarapó, porque decidimos continuar nossos dias de vida por aqui. Além da cidade ser tranquila, o povo é muito acolhedor e o momento é oportuno para quem deseja investir”, observou Quintino.


“A minha opção em vender pipocas, apesar de parecer estranho para algumas pessoas, surgiu a partir do momento que comecei a observar que os meus espaços vazios poderiam ser preenchidos com algum trabalho. Percebi que na praça não tinha ninguém vendendo pipocas, de imediato providenciamos o carrinho e começamos então a trabalhar. Quero deixar bem claro que não é um compromisso de todos os dias, nem com hora marcada, pois faço mais por entretenimento”, explicou.


“Graças a Deus sou um homem próspero, tenho minhas empresas e também sou funcionário publico aposentado no Estado do Paraná. Não visamos em hipótese alguma ganhar dinheiro ou tirar a chance de alguém trabalhar, é mais para preencher o tempo. Aprendi com um grande amigo, que mente vazia é oficina do diabo. Por isso estamos procurando sempre fazer algo para não ter tempo de ficar ocioso”, comentou.


O empresário disse ainda que apesar dos bens que possui, não vê problema algum em vender pipoca na cidade. "Acho feio é a pessoa não fazer nada, todo trabalho desde que seja honesto, é honroso. Sinto-me bem demais, além de vender pipocas, sempre que posso junto às chamadas latinhas que ficam soltas na proximidade de minha empresa para dar aos catadores de recicláveis. Sempre que está sujo em frente a “Zebrinha”, depressa já pego o vassourão e procuro deixar o mais limpo possível. Estou fazendo bem para o meu corpo físico e para o visual da cidade”, disse.


Quintino disse ainda que outro projeto através do carrinho de pipocas é contemplar as crianças carentes em datas comemorativas, como festas juninas, dias das crianças e outras, distribuindo gratuitamente pipocas para as mesmas.


Para a universitária Denyse Barbosa, essa atitude é mais do que louvável, haja vista ser uma pessoa de posse e que não se preocupou com o pré-conceito em busca de algo que possa lhe fazer bem. “Seja vender pipocas ou outra atividade, o que importa é a pessoa se sentir útil, fazendo com que o seu tempo seja bem aproveitado. Outro detalhe importante é o exemplo que ele está dando, levando em consideração que muitas pessoas gastam a maior parte do seu tempo, por exemplo, em redes sociais, achei interessante a ideia”, disse.

Já o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Caarapó (Acec), Marcos Antônio da Silva, o Lobão, definiu como inovadora a atitude. “A pipoca faz tempo que está escassa em nossa cidade, e este empresário teve uma grande visão. Apesar de não estar visando o comércio, o mesmo está resgatando uma tradição para o pessoal de uma outra geração e inovando para os mais jovens. Além de ser algo para ocupar o seu tempo ao mesmo tempo está nos oferecendo a oportunidade de comer uma pipoquinha com a família na praça”, observou.


Já o empresário Alício Pereira, conhecido como o “Bila”, disse que a ideia foi genial. “O que vem para somar em nossa cidade sempre é bem vindo. Principalmente a pipoca que é apreciada desde a menor idade até a maior. Esse corajoso está oferecendo um petisco a mais para quem freqüenta a praça de nossa cidade, além de dar um grande exemplo que nunca é tarde para se fazer algo. Em Caarapó não temos cinema, mas temos a pipoca de volta”, brincou.


O carrinho de pipocas do Quintino está sempre na praça central de Caarapó no período noturno e na parte da manhã defronte a Lotérica Zebrinha.

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