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08 agosto 2012 - 18h10
Divulgação (TP)

O anúncio feito nessa terça-feira (8) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre o reconhecimento de Mato Grosso do Sul como estado livre da doença de Newcastle, pelo Chile, animou os produtores. A doença, que afeta aves domésticas e selvagens, era o principal entrave para negociações. O inicio da relação comercial com o país vizinho deve refletir em receita e pode ampliar a participação de outros produtos sul-mato-grossenses.

“O Chile é um país populoso, com alto poder aquisitivo e é mais um mercado para negociarmos. Tivemos queda de exportação na avicultura de 13,7% no primeiro semestre que agora certamente irá se inverter”, analisa Adriana Mascarenhas, economista e assessora técnica da Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul). Para a instituição, a relação comercial pode beneficiar outros produtos. “Com a inspeção frequente para compra das aves, outros produtos vão estar na vitrine e vamos mostrar nossa qualidade na suinocultura e bovinocultura de corte”, complementa.

De acordo com último boletim da Famasul, a avicultura fechou o primeiro semestre com queda de 13,7%. Foram embarcados, de janeiro a junho, 52,9 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, o volume chegou a 61,2 mil toneladas. Em relação ao valor negociado, o frango rendeu, no período, US$ 119,7 milhões de dólares, um valor quase 23% menor que US$ 154,5 milhões de dólares no acumulado do primeiro semestre de 2011.

A diminuição da exportação é reflexo do aumento da produção na avicultura no Brasil e a baixa demanda no mercado interno e externo. A alta da oferta de frango no país fez com que o número de abates no Estado recuasse em 3,5%. De 72,4 milhões de aves abatidas no semestre passado, o número caiu para 69,9 milhões de animais.

O aumento de custo de produção também foi significativo para o setor, com alta de 15,7%, ocasionada, principalmente pela valorização do farelo de soja e milho, utilizados na ração nos aviários. A mão de obra também pesou no bolso dos avicultores, com o reajuste de 7% sobre o piso salarial, válido desde julho desse ano.



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