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Indígenas Kaiowá e Guarani do MS emitem manifesto sobre realidade de violência

23 agosto 2011 - 10h41Por Cimi
Por ocasião da Aty Guasu realizada na Terra Indígena Passo Pirajú, em Dourados (MS) os povos Kaiowá e Guarani emitiram um manifesto com objetivo de tornar pública diante das populações regional, nacional e internacional, a dramática situação em que vivem, de total violação de direitos.

O estado, que abriga a segunda maior população indígena do país, lidera o ranking de violências cometidas contra esses povos originários. Somente em 2010, 34 indígenas foram assassinados em Mato Grosso do Sul, 56% do total de casos registrados, de acordo com dados do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, produzido anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Acampados sob barracos de lona preta na beira de rodovias do estado, encurralados pelos grandes latinfúndios ou vivendo sitiados em pequenas porções de terras, os Kaiowá e Guarani estão sujeitos a toda sorte. Esquecidos pelo poder público não têm acesso à saúde, educação, água potável e saneamento básico. Nem mesmo segurança têm. São vítimas constantes de preconceito, ataques e agressões.

Na luta pela terra, diversas lideranças foram sequestradas, tortudadas e assassinadas, entre elas os professores Givaldo Vera e Rolindo Vera. A Fundação Nacional do Índio (Funai) nem os orgãos competentes dão prosseguimento ao processo de demarcação de suas terras tradicionais. Enquanto isso, os Guarani e Kaiowá vivem à margem e esquecidos.

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