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Ladrões rendem funcionários e assaltam lotérica em Coronel Sapucaia

15 setembro 2011 - 10h41Por A Gazeta News
Dois homens em uma motocicleta importada semelhante ao modelo Biz, de cor escura, assaltaram uma casa lotérica na tarde de quarta-feira (14) em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.

De acordo com a Polícia Militar, um dos marginais ficou do lado de fora aguardando enquanto o outro, que estava com um capacete de cor preta, desceu de revólver em punho, se deslocou até o caixa da lotérica e anunciou o assalto.

Após apanhar o dinheiro, aproximadamente R$ 1 mil reais, os ladrões fugiram em direção ao território paraguaio, que fica a aproximadamente 200 metros do local do assalto.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Coronel Sapucaia que vai comandar as investigações.

Insegurança

Assaltos dessa natureza, praticado por indivíduos armados abordo de motocicletas, tem ocorrido com freqüência na cidade da fronteira sem que a polícia tenha tempo para agir, o que tem gerado medo e sensação de insegurança na população local.

A falta de um controle das autoridades brasileiras sobre o trânsito de veículos e pessoas de Coronel Sapucaia no Brasil para a cidade paraguaia de Capitan Bado e vice e versa, por conta das várias passagens existentes ao longo da avenida que separa os dois países, facilita a fuga dos marginais e a população local acaba ficando a mercê de ações criminosas dessa natureza.

O Promotor de Justiça da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, a qual o município de Coronel Sapucaia pertence, Dr. Ricardo Rotunno, propôs e está encaminhando a órgãos governamentais em escala estadual e nacional, a sugestão da construção de uma mureta ao logo de toda a faixa de fronteira no perímetro urbano, separando Brasil e Paraguai em Coronel Sapucaia.

Para o Promotor, com a implantação de dessa mureta, restringindo a um ou no máximo dois pontos de passagens para os dois lados da fronteira, ajudaria tanto as autoridades brasileiras como paraguaias a terem maior controle sobre quem entra e sai em seus países e dificultaria ações criminosas dessa natureza, onde marginais, muitos deles brasileiros, que se ocultam em território paraguaio, cruzam a fronteira para cometer crimes no Brasil e retornam com facilidade para o país visinho.

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