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Morte de jovem, revela burocracia para acesso a exames neurológicos

Morte de jovem, revela burocracia para acesso a exames neurológicos

10 maio 2012 - 16h20
Regiaonews


A morte de Cassiano Souza Silva, um garoto de 15 anos que teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral), acabou revelando a dificuldade para a população de Sidrolândia ter acesso a um exame neurológico mais detalhado, que ajuda o médico a formular um diagnóstico mais preciso sobre o quadro de saúde dos pacientes.

Familiares de Cassiano questionaram o procedimento do médico plantonista que domingo o atendeu no Hospital Elmiria Silveira Barbosa. Ele foi liberado, sem nenhum exame, com um encaminhamento para ser atendido por um psiquiatra. Mesmo que o médico Julio César de Aquino tivesse recomendado uma radiografia, tomografia ou ressonância magnética, o garoto residente no Assentamento Eldorado, não teria como fazer na cidade qualquer desses exames pelo Sistema Único de Saúde.

O aparelho de raio-x do hospital está quebrado e o conserto está orçado em R$ 80 mil. Em caso de urgência, está sendo usado o aparelho do posto de saúde central, mesmo nos feriados e finais de semana. A chave do posto fica no Elmiria Silvério Barbosa. Já se a recomendação médica fosse um exame mais sofisticado (a tomografia ou a ressonância) aí não haveria como encaminhar o paciente para Campo Grande, onde a rede pública dispõe destes equipamentos.

Os familiares do jovem teriam de aguardar o dia seguinte, no caso a segunda-feira, procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social que tem a incumbência de fazer o agendamento na Capital. O tempo de espera pode demorar mais de 30 dias. Enquanto um paciente em estado grave pode ser levado para ser atendido na Capital até mesmo na vaga zero (quando a central de regulação não consegue vaga nos hospitais) este procedimento não é adotado em situações como a de Cassiano, que precisava de um atendimento clínico especializado.

O caso

Dois dias depois de ser atendido no Hospital Elmiria Silvério Barbosa, onde o médico o encaminhou para atendimento psiquiátrico, Cassiano Souza Silva, 15 anos de idade, morreu segunda-feira de madrugada na Santa Casa onde foi internado depois de passar na mal na casa do irmão em Campo Grande.

Cassiano, que morava no Assentamento Eldorado, morreu vítima de um derrame cerebral, provavelmente desencadeado a partir de um pancada que recebeu na cabeça no último domingo pela manhã.

Segundo o relato de Dione, seu irmão foi trazido domingo para o hospital depois de passar mal em casa. Por volta das 11 horas foi atendido pelo plantonista Júlio César de Aquino que teria receitado uma medicação (provavelmente um calmante) porque ele estava agitado. O médico o encaminhou para um psiquiatra com base nos relatos dos pais sobre seu comportamento agressivo.

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