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MPE denuncia cinco suspeitos de matar estudantes em Campo Grande

Vítimas foram mortas no macroanel de Campo Grande após sequestro.

15 setembro 2012 - 16h30
G1 MS

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou, nesta sexta-feira (14), cinco suspeitos de envolvimento na morte de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos, em Campo Grande. A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Rogério Augusto Calábria.

Rafael da Costa da Silva, 22 anos, Weverson Gonçalves Feitosa, de 22 anos, Dayani Aguirre Clarindo (esposa de Rafael), 24 anos, e Raul de Andrade Pinto (primo de Rafael), 18 anos, confessaram participação no crime e estão presos. Um homem, identificado como a pessoa que encomendou o roubo do veículo das vítimas, teve a prisão preventiva decretada, mas está foragido.

Segundo o MPE, todos os denunciados foram indiciados por formação de quadrilha e corrupção do adolescente de 17 anos (irmão de Rafael), que está apreendido por envolvimento no crime. Silva, Feitosa e Dayani respondem por latrocínio e ocultação de cadáver. Silva e Feitosa foram indiciados ainda por posse irregular de munições, tráfico de entorpecentes, supressão de documento e emprego de tortura.

Os estudantes foram rendidos, na noite do último dia 30, próximo a um bar no bairro Miguel Couto e mortos cerca de 30 minutos depois no macroanel rodoviário, entre as saídas para Aquidauana e Rochedo. O plano era roubar um veículo e levar para Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos tinham o objetivo de matar as vítimas.
Ação

Quatro membros da quadrilha estavam em um carro de passeio, próximo a um bar. No local, eles selecionaram dois veículos e esperaram um dos condutores dos carros. Por volta das 20h30, Leonardo e Breno saíram do bar e foram rendidos assim que o alarme do carro foi desligado.

Conforme a polícia, Weverson Feitosa assumiu a direção do veículo e Leonardo foi obrigado a se abaixar no banco do passageiro. No banco de trás, Breno era rendido por Rafael da Silva. Dayani e o adolescente ficaram no outro carro e seguiram o grupo até o macroanel.

O grupo foi até uma tubulação que passa por baixo da rodovia e os jovens foram obrigados a ajoelhar. De acordo com a Polícia Civil, Breno e Leonardo foram mortos com um tiro na cabeça.

Por volta da 0h do último dia 31, a família de Leonardo Fernandes foi avisada pela Polícia Militar que o carro havia sido encontrado em Corumbá. A Polícia Civil entrou no caso, que começou a ser investigado como sequestro.

Dayani foi a primeira a ser presa, quando viajava de carona em um caminhão, em Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande. A equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), já avisada sobre o caso, desconfiou da mulher que viajava com roupas sujas de terra.

A suspeita contou várias versões até confessar participação no crime. Ainda na sexta-feira, Silva foi preso em uma matagal no município de Corumbá e Feitosa foi detido na casa dele em Aquidauana. Raul Pinto e o adolescente foram capturados em Campo Grande.

Papéis na quadrilha

Rafael da Silva foi quem fez os disparos e também agrediu os jovens antes da morte. Weverson Feitosa ajudou Rafael nas agressões. Dayani afirma que não sabia que as vítimas seriam executadas, alegando que achou que só iam roubar o carro. Raul foi identificado pela polícia como a pessoa que dava cobertura financeira para a quadrilha.

Ainda de acordo com a polícia, Rafael e Weverson são suspeitos de envolvimento na morte do piloto de avião Marco Antônio Leão Ramos, 40 anos, no dia 2 de agosto em Anastácio, a 134 km de Campo Grande. O primeiro também seria o autor dos disparos neste caso.

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