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MS pode ter variedade de cana para produzir etanol celulósico

23 janeiro 2012 - 13h19Por CG News
Cana sem açúcar. É a ciência na reinvenção da cana em busca de fontes alternativas de energia. As pesquisas iniciaram no início do ano passado pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e o etanol celulósico já faz parte dos planos da ETH Bioenergia, que projeta desenvolver a cana com mais fibra e menos sacarose em sua usina em Nova Alvorada do Sul.

As pesquisas estão avançando e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai investir R$ 1,1 bilhão no desenvolvimento de mais estudos sobre o etanol celulósico. A cana também deverá substituir o petróleo na produção de resina para produzir o plástico. Hoje a matéria prima é extraída do petróleo ou do gás natural. O plástico verde deve sair do gás produzido pela biomassa (bagaço de cana).

A nova variedade ainda não existe no campo, mas a expectativa é que a nova geração de biocombustíveis ganhe o mercado após 2015. A cana (geneticamente otimizada) será usada para produzir mais matéria orgânica (biomassa) do que sacarose.

A usina em Nova Alvorada do Sul tem capacidade de moagem de 3 milhões de toneladas de cana por safra e produz 180 milhões de litros de álcool. É a maior produtora de etanol e energia alternativa em Mato Grosso do Sul.

A ETH Bioenergia, que tem três outras usinas no Estado – Rio Brilhante, unidade do Alto Taquari e Costa Rica – foi criada em 2007 pela Odebrecht. Neste ano, com as quatro unidades de MS e outras cinco no resto do país, a ETH terá capacidade instalada para processar 40 milhões de toneladas de cana, produzir 3 bilhões de litros de etanol e 2.700 Gwh de energia elétrica. A previsão é de que até 2014 entre em operação as primeiras usinas do biocombustível em escala de demonstração (até 3 milhões de toneladas por safra).

A iniciativa do BNDES, junto com a Finepe (Financiadora de Estudos e Projetos) de financiar e apoiar com R$ 1,1 bilhão pesquisas com etanol celulósico no país é inédita, segundo o jornal Valor Econômico. “O objetivo é que esses projetos validem a tecnologia de forma a dar segurança necessária para que os investidores partam para a escala industrial - acima de 80 milhões de litros por safra”, disse o chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti em entrevista ao Valor.

De acordo com a reportagem, os planos de negócios foram aprovados dentro do PAISS (Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico) que deve destinar, além dos R$ 1,1 bilhão aos estudos com etanol celulósico, mais R$ 1 bilhão para outras duas linhas de pesquisa de segunda geração: novos produtos da cana-de-açúcar (bioquímicos, principalmente) - R$ 900 milhões - e gaseificação (uso do gás do bagaço para produção de biocombustível, plásticos, etc) - R$ 100 milhões.

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