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Produtor rural comemora cenário positivo em MS

25 julho 2012 - 14h50
Divulgação (TP)

A expectativa de colheita recorde do milho safrinha e os valores históricos pagos pela soja em Mato Grosso do Sul tem animado os produtores rurais. Com 30% da produção colhida no Estado, o milho deve chegar a 5,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 66,7% sobre a safra passada. Em relação à soja, a situação de seca vivida nos Estados Unidos e a alta do dólar têm provocado preços elevados em Mato Grosso do Sul. A saca com 60 quilos é comercializada hoje (24) no Estado a R$ 77 reais, um incremento de 214% se comparado aos R$ 24,50 reais pagos pela saca no mesmo período em 2011.


Para a Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), nessa semana, as comemorações pelo Dia do Produtor Rural (25) e Dia do Agricultor (28) são marcadas por um cenário histórico. “Os resultados do agronegócio se devem ao comprometimento do produtor rural, que tem ampliado o uso da tecnologia para ampliar sua produtividade e garantir o cuidado com o meio ambiente. O cenário é de lucratividade, mas o momento é de cautela: o produtor rural precisa aproveitar os resultados para se capitalizar, eliminar passivos de dívidas e se planejar para as próximas safras”, analisa o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini.


O presidente da Associação dos Produtores Rurais de MS (Aprosoja/MS), Almir Dalpasquale, aponta a postura empreendedora do agricultor no Estado como reflexo dos resultados na agricultura. “O produtor rural atravessa uma boa fase em que a produção e os preços que estão sendo praticados nos colocam numa posição confortável. Ele deixa de ser um ‘colono’, para se tornar um empresário, que cuida da sua propriedade como uma empresa e enxerga a necessidade de se modernizar, incorporar novas tecnologias, ciente de que os resultados dependem disso”, diz Almir.


Mesmo diante de números recordes, o setor ainda enfrenta desafios. “Estamos buscando, junto ao governo, mecanismos para ampliar o escoamento do milho que pode ultrapassar até mesmo os resultados de colheita de soja no Estado.

Outro gargalo é ampliar a capacitação de mão de obra”, complementa Ruy. Para atender a necessidade de qualificação do produtor rural, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), contabilizou até o mês de julho, um aumento de 22% em relação aos cursos ofertados no mesmo período do ano passado. “Isso é uma resposta à busca por qualificação do homem do campo que, a cada nova necessidade, impulsiona o Senar/MS a desenvolver novos projetos para atender essas demandas”, diz Clodoaldo Martins, superintendente do Senar/MS. Somente em 2011, a instituição capacitou 37.543 pessoas, por meio de 2.410 eventos distribuídos entre os cursos de Formação Profissional Rural, Promoção Social e de Programas Especiais.


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