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Rapaz que matou filho e amante para não reconhecer paternidade é condenado em Goiás

06 outubro 2011 - 08h28Por UOL
Marcos César de Oliveira Júnior, 24 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Piracanjuba (83 km de Goiânia) na quarta-feira (5) a 56 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado.

Os jurados entenderam que ele matou sua amante, Juliene de Souza Guimarães, 26 anos, e o filho que teve com ela, Nicolas de Souza Guimarães, de oito meses, e ocultou os corpos.

O comparsa de Júnior, contratado para ajudar a executar o crime, Fernando Fernandes Alves, pegou 59 anos de prisão, a serem cumpridos da mesma forma. O julgamento durou aproximadamente 17 horas, e os dois saíram condenados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O crime ocorreu em fevereiro de 2009 e chocou os moradores de Piracanjuba pela crueldade. Marcos matou Juliene e o filho com golpes de barra de ferro. Segundo o processo e as investigações, o motivo teria sido a recusa do rapaz em assumir a paternidade do bebê.

Nicolas seria fruto da relação extraconjugal dos dois, e, após o nascimento, Juliene vinha pressionando o ex-amante a realizar um exame de DNA. O teste foi feito após a morte das vítimas, e ficou comprovado que Nicolas era mesmo filho do réu.

O caso

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, apontou que Juliene e Marcos César, que era casado, tiveram um relacionamento, e ela engravidou. No dia do crime, segundo testemunhas do processo, a vítima se encontrou com ele, na companhia de Nicolas, com o objetivo de viajar para Goiânia, onde realizariam o exame de DNA.

Segundo a polícia, Juliene e Nicolas foram levados pelo réu até uma mata na região de Piracanjuba. O comparsa de Júnior afirmou que, ao perceber que se tratava de uma emboscada, a mulher tentou desistir do exame, mas não conseguiu barrar a ação. Alves teria recebido R$ 3 mil para cavar a vala onde os corpos foram enterrados.
Os advogados de Oliveira Júnior afirmaram que vão recorrer da decisão dos jurados, pois, segundo eles, não houve tempo suficiente para defender os clientes, e que a pena não foi dosada adequadamente.

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