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Cúpula regional do PT tenta juntar à esquerda e legendas nanicas para enfrentar poderio do PMDB de Nelsinho Trad e André Puccinelli

Cúpula regional do PT tenta juntar à esquerda e legendas nanicas para enfrentar poderio do PMDB de Nelsinho Trad e André Puccinelli

03 novembro 2011 - 13h40
Conjuntura Online

Se não tiver unidade entre os partidos de oposição dificilmente a disputa pela prefeitura de Campo Grande irá para o segundo turno, fato que preocupa os principais líderes políticos que trabalham na tentativa de derrotar o candidato do PMDB em 2012.


Fazendo essa leitura, o comando regional do PT está tentando juntar à esquerda e outros partidos de menor expressão eleitoral, chamados no jargão político de nanicos, para enfrentar o poderio da máquina administrativa controlada pelo PMDB do prefeito Nelsinho Trad e do governador André Puccinelli.


O mais preocupado com a possibilidade de falta de unidade partidária é o deputado federal Vander Loubet, pré-candidato do PT às eleições municipais do ano que vem.


É por isso que Vander defende publicamente que todos os dirigentes dos partidos de oposição sentem à mesa de negociação o mais breve possível a fim de construir uma frente capaz de derrotar o candidato peemedebista, provavelmente o deputado federal Edson Giroto.


Além de Giroto, brigam pela indicação no PMDB o secretário estadual de Habitação, Carlos Marun, o vice-prefeito Edil Albuquerque e o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Siufi.


Teoricamente, o processo de escolha no candidato do PMDB à prefeitura da Capital está sendo encaminhado por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas. No entanto, analistas políticos veem como certa a indicação de Giroto como representante do partido no próximo pleito por ter a preferência do governador.


Vander, inclusive, se diz disposto a abrir mão da cabeça de chapa em torno da unidade entre os partidos de oposição.


Ele acha que somente desta forma será possível destronar os peemedebistas do poder no maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul, onde reinam há quase duas décadas.


Apesar de se manifestar favorável a abrir mão da cabeça de chapa, Vander defende o critério de pesquisa para a escolha do representante da oposição ao PMDB, posição que já encontra divergência por não ser compartilhada por alguns dirigentes.


Sem a união de todos, o plano B do pré-candidato petista à sucessão do ano que vem é que várias candidaturas sejam lançadas pelos partidos de oposição ao prefeito, como sugeridas pelas lideranças do PDT, PP e PSD, a partir de uma eventual fragmentação na chapa majoritária a ser encabeçada por Giroto.


Vander acha que a pulverização de candidaturas, com a oficialização dos nomes dos deputados federais Reinaldo Azambuja (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e do vereador Athayde Nery (PPS), poderá fortalecer os partidos de oposição a Nelsinho Trad.


A ideia é convocar os presidentes regionais do PDT, Dagoberto Nogueira; do PSD, Antônio João Hugo Rodrigues; e do PP, deputado estadual Alcides Bernal, para fazer essa leitura conjuntamente.


Particularmente, Dagoberto compartilha com a ideia de Vander na escolha do candidato por meio de pesquisas, mas o presidente do PSD vê prejuízo, observando que há candidaturas que nascem com poucos percentuais de intenções de voto e depois melhoram seu desempenho com o desenrolar da campanha.

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