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Senado americano aponta progresso nas negociações da dívida

Senado americano aponta progresso nas negociações da dívida

31 julho 2011 - 08h33Por AFP

O líder da maioria do Partido Democrata no Senado americano, Harry Reid, propôs um polêmico procedimento de votação do plano para evitar um default, alegando progressos nas negociações com os republicanos. "As negociações estão em curso na Casa Branca para evitar uma moratória da dívida catastrófica no país. Há muitos elementos a serem discutidos e ainda há uma distância a percorrer", afirmou.



Com o limite de meia-noite terça-feira cada vez mais perto, Reid disse que seria transferida para as 13h (14h em Brasília) deste domingo a votação do seu plano de aumentar o limite da dívida, um projeto que os republicanos prometem frustrar. Os detalhes do acordo ainda estão sendo negociados, mas um conselheiro disse que o objetivo é compensar qualquer aumento do limite da dívida com cortes de gastos.



O assessor, que falou sob condição de anonimato, disse que na nova proposta, o teto da dívida aumentaria para US$ 2,8 trilhões, com US$ 1 trilhão de cortes de gastos imediatos. Também pretende estabelecer uma comissão especial bipartidária com a finalidade de recomendar cortes equivalentes ao US$ 1,8 trilhão restante.



Esta comissão deverá fazer suas recomendações antes do feriado do Dia de Ação de Graças, em novembro, acrescentou a fonte. Se o Congresso não aprovar essas recomendações até o final de dezembro, provocará cortes automáticos, incluindo na defesa e na saúde.



Entenda o caso



No último dia 16 de maio, os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões). Na ocasião, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, anunciou medidas temporárias, como a suspensão de investimentos em fundos de pensão, a fim que evitar que a dívida ultrapassasse esse limite.




Segundo levantamentos do governo, o país deve ultrapassar o chamado "teto de sua dívida" no próximo dia 2 de agosto. Negociações entre o presidente Barack Obama e o líder do Congresso, o republicano John Boehner, não conseguiram romper o impasse a respeito do tema.




Os republicanos, que fazem oposição ao presidente Obama e controlam a Câmara dos Representantes - o equivalente à Câmara dos Deputados -, exigem que um acordo para elevar a dívida esteja condicionado a cortes no orçamento americano para reduzir o déficit, calculado em cerca de US$ 1,2 trilhão para o ano fiscal que termina em setembro. Por sua vez, o governo americano e o Partido Democrata se opõem a cortar programas sociais.

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