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JUSTIÇA

Jamil Name tem mais uma prisão preventiva decretada um dia após STF negar habeas corpus

Defesa de Name disse que não foi comunicada oficialmente da decisão. Ele é acusado de chefiar uma milícia que agia em Mato Grosso do Sul.

02 setembro 2020 - 18h00Por G1MS

A Justiça aceitou pedido do Ministério Público e decretou uma nova prisão preventiva para Jamil Name, acusado de chefiar uma milícia que agia em Mato Grosso do Sul, por corrupção ativa e por tentar atrapalhar investigações da operação Omertà. Ele está preso desde outubro de 2019 no presídio Federal de Mossoró (RN).

A decisão do juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian aponta que Name ofereceu grande quantidade de dinheiro à autoridades para obter liberdade. No dia 27 de abril, durante uma audiência pela internet, ele ofereceu de R$ 100 a R$ 600 milhões para ser solto. E dois meses depois, disse que uma das testemunhas deveria ser morta.

O magistrado ressaltou que uma eventual soltura pode colocar em risco a vida de policiais e outras testemunhas. "A sua custódia cautelar se justifica ante a real possibilidade de que, como eventual líder da referida organização criminosa, utilize seu poder econômico, político e organizacional para atentar contra as vidas de agentes de segurança pública e eventuais testemunhas, bem como dificulte as investigações com o intuito de se eximir de suas responsabilidades penais" , escreveu.

A defesa de Jamil Name disse que não foi comunicada oficialmente da decisão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (1), liminar em pedido de habeas corpus do empresário. O pedido de habeas corpus no STF era para que Jamil fosse transferido para um presídio estadual em Campo Grande (MS) e depois fosse para prisão domiciliar, em razão da sua idade e dos riscos para a saúde por causa da Covid-19.

Operação Omertà

A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.

A suspeita é que o grupo supostamente comandado por Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

A última morte atribuída ao grupo é do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.

Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Libano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.

Segundo as investigações do Gaeco, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertà. A força-tarefa investiga se as armas foram usadas em crimes de execução nos últimos meses.

Chegada de Jamil Name, apontado pelo Gaeco como um chefes da milícia que agia em MS, ao Centro de Triagem, em Campo Grande  Foto: Reprodução/TV Morena

Chegada de Jamil Name, apontado pelo Gaeco como um chefes da milícia que agia em MS, ao Centro de Triagem, em Campo Grande — Foto: Reprodução/TV Morena

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