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COVID-19

Paraguai cita risco à população e descarta abrir fronteira com Brasil

09 maio 2020 - 09h00Por Dourados News

A escalada da pandemia do novo coronavírus no Brasil afastou qualquer possibilidade de reabertura imediata da fronteira com o Paraguai. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, dia 08 de maio, o presidente Mario Abdo Benítez descartou retomar o livre acesso entre os dois países. O mandatário paraguaio disse que a proliferação do vírus em território brasileiro é “enorme ameaça” a seus compatriotas e reabrir a fronteira colocaria em risco a saúde da população de seu país.

“Com o que está acontecendo no Brasil, nem passa por nossas cabeças abrir as fronteiras, pois é o lugar onde talvez haja mais expansão de covid-19 e isso é uma grande ameaça para o nosso país”, afirmou.

Marito Benítez lembrou que o Paraguai tem 700 quilômetros de fronteira com o Brasil – dos quais quase 500 km em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o quadro atual da doença no país vizinho representa ameaça à quarentena adotada há quase dois meses em território paraguaio.

O Paraguai tem 563 casos confirmados de covid-19 e dez mortes em decorrência da doença. O número de casos dobrou nos últimos dias, principalmente por causa de cidadãos paraguaios que estavam no Brasil e foram autorizados a retornar ao país de origem. Todos estão em isolamento. Pelo menos 80% deles estavam em São Paulo.

O agravamento da pandemia no Brasil frustra a esperança de comerciantes de Pedro Juan Caballero de reabertura da fronteira com Ponta Porã. Apoiados por políticos locais, eles querem barreiras sanitárias para permitir a passagem de turistas e reabertura das lojas. Agora, no entanto, a situação se agravou.

Benítez disse hoje que a fiscalização na fronteira será reforçada. “Já militarizei as áreas mais vulneráveis e aquelas com o maior volume de pessoas. Vamos fazer todos os esforços para reduzir a possibilidade de compatriotas paraguaios do lado brasileiro ingressem sem controle, sem respeitar os protocolos”, afirmou.

Segundo Mario Benítez, as medidas de isolamento vão continuar para manter sob controle a expansão da doença. “Não temos nenhum paraguaio em terapia intensiva, quando muitos esperavam que hoje teríamos mais de mil mortes. Não temos essas imagens trágicas que vemos nos países vizinhos. Imagine o que teria acontecido se não estivéssemos no controle”, afirmou. 

Com informações do site Campo Grande News.

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