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Condenado por tráfico chegou ao Rio sob forte esquema de segurança.

Prisão foi feita na fronteira com o Brasil, na quarta-feira (19).

22 outubro 2011 - 07h00
G1

O delegado Vitor Poubel, responsável pela Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, afirmou nesta sexta-feira (21) que o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, preso no Paraguai na quarta-feira (19), tinha uma vida fora dos padrões daquela localidade.
“Ele estava vivendo uma vida fora dos padrões daquela localidade, tanto que ele foi preso comprando um carro de luxo”, afirmou, durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, na noite desta sexta-feira (21).

Polegar chegou ao Rio de Janeiro durante a tarde. Ele desembarcou no Aeroporto Santos Dumont, no Centro. Um comboio de, pelo menos, quatro carros da Polícia Federal deixou o aeroporto às 17h10. O delegado afirmou que o preso parecia estar tenso.
Polegar foi preso na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, quando tentou comprar um carro de luxo usando documentos falsos, com o nome de José Targino da Silva Júnior. Segundo a Polícia Federal, ele foi expulso do Paraguai por causa do crime de falsificação de documento.

Poubel afirmou que a prisão foi feita por policiais paraguaios que auxiliavam a Polícia Federal brasileira a prender traficantes que fogem do Brasil. “Eles não querem traficante brasileiro atuando em território paraguaio. Eles já tinham a informação, o trabalho estava sendo feito pela polícia paraguaia.”

No entanto, Poubel não quis informar se Polegar continuava atuante no tráfico de drogas enquanto morava fora do país. Segundo ele, investigações ainda estão sendo feitas. “A investigação está em andamento para prender outros elementos que vão e voltam e traficam utilizando a rota da fronteira. O bandido Polegar era procurado pela Justiça por tráfico de entorpecente. Tinha uma atuação importante na organização criminosa que ele pertence”, disse.

Polegar estava morando com a família no Paraguai, segundo o delegado. A mulher dele já está no Brasil. Após desembarcar, o preso foi levado para a sede da Polícia Federal, onde foi identificado, e depois encaminhado para o presídio de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Agora, segundo Poubel, está à disposição da Justiça para ser transferido para um presídio de segurança máxima fora do estado do Rio.

Vitor Poubel destacou o trabalho da polícia paraguaia na prisão de Polegar e a parceria com a polícia brasileira. “Os bandidos não terão sossego. O trabalho está sendo feito. A sociedade pode cobrar da Polícia Federal. Ele saiu do RJ na época da ocupação do Alemão e foi se esconder em território paraguaio. Temos um trabalho de inteligência intenso, em especial na área de entorpecentes. E seja onde for, nós estamos atrás. Os elementos que, por ventura, acham que fugindo para o Paraguai vão estar seguros, estão enganados.”

Polegar chegou em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, por volta das 11h15 (horário de Brasília) e estava com colete à prova de balas, que foi retirado pelos policiais da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai.
(Veja, no víde ao lado, imagens de Polegar ao deixar MS.

Pedido de transferência

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, aguarda uma resposta das autoridades penitenciárias a respeito da transferência do traficante para um presídio de segurança máxima fora do estado do Rio. Polegar ficará no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, até que possa ser transferido. As informações foram divulgadas pelo secretário, na tarde desta sexta-feira, durante a cerimônia de entrega de 29 novas viaturas para a PM com GPS e tablet no 21º (BPM), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Leonardo Duarte, explicou que a expulsão é um “ato de soberania” do país e um procedimento muito mais rápido do que a extradição. Duarte disse que, no caso de Polegar, a expulsão foi feita com penalidade, em que ele não pode voltar ao Paraguai.

Polegar é apontado como chefe do tráfico na Mangueira, na Zona Norte do Rio. Em junho, policiais fizeram uma megaoperação na Mangueira para a instalação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora da cidade. A UPP ainda não foi inaugurada, mas a data da inauguração ainda não foi informada.
Polegar é considerado um dos quatro mais importantes chefes do tráfico do Rio que estava foragido. O acusado estava no Conjunto de Favelas do Alemão durante operação de retomada do morro, em dezembro de 2010, mas fugiu.

Condenado a 22 anos por tráfico e associação para o tráfico, Polegar obteve o benefício para o regime aberto após cumprir um sexto da pena na Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte da cidade. Ele deixou o presídio no dia 14 de setembro de 2009 pela porta da frente e não voltou mais.



Recompensa

O Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil de recompensa por informações que ajudassem a prender Polegar. Segundo o Disque-Denúncia, Polegar comandou, em 2001, um ataque à Polinter que resultou na fuga de 14 presos.

Ainda de acordo com o Disque-Denúncia, após a fuga da prisão, ele se refugiou no Alemão, onde recebeu vários pontos de drogas para comandar. Polegar foi denunciado pelo Ministério Público do Rio pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

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