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Dourados tem 35 estupros em oito meses

02 setembro 2011 - 13h00
Crimes atingem crianças e adolescentes. Creas oferece todo o atendimento às vítimas e às famílias

O Progresso

A cidade de Dourados registrou 35 casos de estupros contra crianças nos últimos 8 meses. Somente de junho a agosto foram 16 estupros, sete casos de violência física e 40 de trabalho infantil. Os números são de atendimentos do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), que presta assistência às vítimas.

De acordo com a coordenadora do Creas, a pedagoga Marísia de Paula Brandão Martins, geralmente as vítimas têm entre 7 a 10 anos e a maioria dos agressores são pessoas próximas às vítimas. “São parentes ou vizinhos, que atraíram as crianças com doação de dinheiro, doces, brinquedos e até alimentos”, diz, lembrando que nos últimos cinco anos, em Dourados, a criança mais nova vítima de violência sexual tinha 2 anos quando foi abusada. O agressor foi o próprio pai.

Marísia acredita que com o avanço e maior acesso a internet, os números de crimes sexuais como a pedofilia, por exemplo, aumentaram 10% nos últimos anos. Segundo ela, este acréscimo nas denúncias está relacionado a conscientização das pessoas. “Em todas as nossas campanhas levamos muitas informações sobre a importância de se denunciar e como fazer isto”, disse.

O Creas oferece em Dourados todo o atendimento às vítimas e familiares de crianças e adolescentes que sofreram violência. São psicólogos, advogados entre outros profissionais disponibilizados o tempo que for necessário, para reintegrar a criança à sociedade e protege-la de agressões.

Outra preocupação do Creas é o crescente registro de estupros ou violência contra idosos. Segundo informações, são cerca de 3 denúncias diárias de maus tratos, seja de forma psicológica ou ameaças. Para conter os crimes, o Creas realiza campanhas durante o ano. Em outubro faz ações específicas de combate à violência contra crianças. Em Dourados o telefone para denúncias é: 0800 647 0444.

MP

Conforme o Ministério Público Estadual as aldeias concentram o maior número de ocorrências de crimes sexuais envolvendo crianças. Segundo a promotora de infância, Fabrícia Barbosa de Lima, de toda a demanda de denúncias cerca de 90% é na reserva. Tratam-se de casos de estupros.

O grande gargalo para se prevenir este tipo de crime é o choque cultural. “Os pais acabam consentindo que as filhas casem e tenham filhos logo que menstruam.

Muitas vezes elas são crianças ainda. O ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] é claro ao afirmar que a relação sexual contra menores deve ser encarada como estupro, mesmo com consentimento”, alerta.

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