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Justiça adia liberação do Maníaco da Cruz para novo exame

Justiça adia liberação do Maníaco da Cruz para novo exame

14 outubro 2011 - 16h10
G1 MS

A Justiça determinou, na última sexta-feira (7), que o jovem de 19 anos conhecido como Maníaco da Cruz permaneça em uma unidade de internação até passar por perícia psiquiátrica. Ele foi apreendido aos 16 anos pela morte de três pessoas e teria cumprido o período de três anos de detenção, máximo permitido pelo Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram escolhidos ao acaso e eram submetidas a uma sessão de perguntas sobre comportamento sexual. O adolescente matava quem ele julgasse "impuro". Depois do homicídio, os corpos eram posicionados em sinal de cruxificação.

O defensor público Eduardo Mondoni, que representa o rapaz, disse ao G1 que entrará com pedido de habeas corpus nesta sexta-feira (14). A medida será tomada depois que Mondoni pediu liberdade assistida ao jovem quando venceu o prazo de internação. A Justiça não se manifestou sobre a solicitação e pediu prorrogação da apreensão até que seja finalizado um laudo psiquiátrico.

Segundo o defensor, O ECA determina que adolescentes em unidades de internação passem por perícias em intervalos regulares de seis meses e isso não pode impedir a soltura.

"Não importa o que diga o laudo. A internação não pode perdurar por mais de três anos. O habeas corpus é justamente por isso", diz Mondoni.

As mortes ocorreram em Rio Brilhante em 2008, cidade a 160 quilômetros de Campo Grande. As vítimas foram o pedreiro Catalino Gardena, em 24 de julho, a frentista Letícia Neves de Oliveira, em 24 de agosto e Gleice Kelly da Silva no dia 3 de outubro daquele ano.

Em depoimento ainda adolescente, o rapaz disse ser fã de Francisco de Assis, o Maníaco do Parque, e queria ultrapassá-lo em número de vítimas.



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