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'Me cortou o coração', diz mulher que encontrou bebê na calçada

07 agosto 2012 - 14h30
G1 MS


A comerciante Fabiana Flores, 30 anos, estava trabalhando quando ouviu uma gritaria do lado de fora, na rua Catiguá, no Jardim Canguru, em Campo Grande, neste domingo (5). Proprietária de uma livraria, ela saiu da loja para verificar se tinha acontecia algo grave, viu uma mulher brigando e correndo atrás de um homem.

No chão, sentada na calçada, Fabiana viu uma criança que estava toda suja de cerveja e usava apenas uma fralda.
“A hora que eu vi o bebê, me cortou o coração”, disse Fabiana ao G1. A comerciante havia acabado de abrir a loja no período da tarde, por volta das 14h30 (horário de MS).

Fabiana foi até a calçada e aguardou alguns minutos, esperando que a mulher voltasse. Como ninguém apareceu, ela levou a criança para casa, na mesma rua. Por três horas, cuidou do menino. “Ele estava calmo, parecia que não sabia o que estava acontecendo”. A comerciante deu banho e trocou a roupa do menino.

“Eu tenho dois filhos, não sei como uma mãe foi capaz de abandonar uma criança tão pequena”, disse Fabiana, mãe de um menino de 6 anos e de um bebê dois meses.

A comerciante acionou a Polícia Militar, mas achando que a equipe demorava, foi até a frente da escola municipal, na mesma rua, e pediu ajuda ao guarda municipal que faz a segurança do prédio.

Outros guardas municipais foram chamados pelo colega e a equipe chegou acompanhada do Conselho Tutelar. Depois de uma hora da chegada dos guardas, cerca de 4 horas depois de deixar o filho na calçada, a mulher voltou.
Segundo Fabiana, a mulher parecia atordoada. “Ela dizia que iria amamentar a criança e que iria devolver de novo”. O guarda municipal Everaldo Ponce Ojeda, que atendeu a ocorrência, disse que a mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez.

A mãe da criança foi levada à delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga e disse que não abandonou o filho, mas apenas deixou na calçada para procurar o marido. Ela foi levada posteriormente para o 2º DP, no bairro Monte Castelo.

A criança foi levada para um abrigo e somente será liberada para um familiar após avaliação judicial. O caso foi registrado como abandono de incapaz.

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