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CAPITAL

Polícia Civil prende criminosos que furtavam idosos em agências bancárias

13 agosto 2019 - 16h00Por Da Redação

A 1ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, desmantelou nesse fim de semana uma organização criminosa especializada em furtar idosos em agências bancárias. Um dos integrantes do bando foi preso em flagrante, após se passar por funcionário de um banco da Rua Maracaju e subtrair pelo menos R$ 14 mil de um idoso de 83 anos.

Com o auxílio da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Federal, um segundo integrante da organização, que conseguiu fugir da ação policial em Campo Grande e teve a prisão decretada pela Justiça, foi preso no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no momento em que tentava embarcar para Maceió, em Alagoas.

Na tarde desta segunda-feira (12), os delegados Priscila Anuda e Cláudio Zotto, responsáveis pelo caso, deram detalhes da investigação que levou à prisão dos criminosos e apresentaram J. S. S., 51 anos, que foi preso na Capital no sábado (10).

Modus operandi

Conforme a delegada Priscila Anuda, os criminosos pertencem a uma organização criminosa que se especializou nesse tipo de crime e onde cada indivíduo tem papéis bem definidos. “Eles agiam sempre em dupla, se passando por funcionários do banco para oferecer ajuda para os idosos e assim obter as senhas e fazer a troca dos cartões das vítimas”, detalha.

O álibi utilizado pelos criminosos para ludibriar as vítimas, era de que saiu um papel do caixa eletrônico pedindo para realizar o recadastramento da biometria. “No momento em que o idoso tentava fazer esse procedimento, eles ofereciam ajuda, memorizavam as senhas e trocava os cartões das vítimas, que muitas vezes só percebia horas ou dias depois”, diz Priscila Anuda.

Com as senhas e cartões das vítimas os criminosos agiam rápido, realizando pagamentos de multas de trânsito e tributos, comprando vale presentes e efetuando saques. “Agora nós vamos investigar se essa organização é a mesma que detém empresas que fazem propagandas na internet, oferecendo descontos para o pagamento de multas”, lembra o delegado Zotto.

Para não levantar suspeitas, até mesmo do sistema de monitoramento, os acusados usavam carros locados, normalmente nos aeroportos, faziam várias trocas de roupas e sempre atuavam em dupla, quando um saía da agência bancária o outro entrava.

Com o criminoso J. S. S. os policiais da 1ª DP de Campo Grande apreenderam dezenas de cartões, várias camisetas polo, tickets com o alerta para o recadastramento da biometria e dinheiro em espécie. 

“Para eles isso era uma profissão e tinham os itens apreendidos como instrumento de trabalho”, explica a delegada

Vida boa

Conforme a delegada Priscila Anuda, a organização criminosa é composta por pelo menos seis indivíduos e agora a Polícia Civil trabalha para identificar os demais integrantes. “Eles levavam uma vida bastante confortável, com carros de luxo, festas e roupas de marca”, afirma.

Ainda não é possível saber o valor total de prejuízos causados pela organização criminosa em Campo Grande, mas a Polícia Civil acredita que ser superior de R$ 500 mil. “Nós temos muitos inquéritos policiais instaurados para apuração de boletins de ocorrência, onde os idosos noticiam que tiveram seus cartões bancários trocados por outro no interior das agências bancárias e nos últimos meses esses casos aumentaram significativamente”, pontua Zotto.

J. R. S., preso em Campinas, ao tentar embarcar para o nordeste, onde provavelmente aplicaria novos golpes, será recambiado para Campo Grande nos próximos dias. Ele e o comparsa preso em Campo Grande foram autuados por furto mediante fraude e organização criminosa e permanecem à disposição da Justiça, enquanto prosseguem as investigações.

A coletiva desta tarde, na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil, contou também com a presença do diretor do Departamento de Polícia da Capital, delegado Fabiano Nagata.

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