Menu
Busca sábado, 30 de maio de 2020
POLÍCIA

Polícia investiga se pedreiro que confessou 7 mortes fez mais vítimas e divulga telefone para denúncias

Vizinhos em MS disseram que suspeito não apresentava "qualquer distúrbio comportamental". Segundo a polícia, ele escolhia as vítimas logo que era contratado.

19 maio 2020 - 14h00Por G1MS

A Polícia Civil continua com as buscas e agora divulgou um telefone para possíveis denúncias, no caso do pedreiro Cléber Carvalho de Souza, de 43 anos, suspeito de ser assassino em série em Campo Grande. O delegado Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada em Repressão à Homicídios (DEH) e responsável pelas investigações, não descarta a possibilidade de existirem novas vítimas.

Até o momento, sete corpos foram encontrados. A reportagem da TV Morena acompanhou parte das buscas policiais e conversou com vizinhos, sendo que eles falaram que o suspeito, aparentemente, não apresentava "qualquer distúrbio comportamental e agia normalmente". Conforme a investigação, ele escolhia as vítimas logo que era contratado para algum serviço e tinha o primeiro contato com elas.

No inquérito, a polícia também busca traçar o perfil do pedreiro, ressaltando o jeito de agir dele, além da possível participação da filha como coautora nos crimes e da esposa, que sabia, porém, não fez nenhuma denúncia.

Ainda de acordo com a polícia, as vítimas eram escolhidas de acordo com os bens que tinham e que poderiam ser apropriados. Em um dos casos, ele queria a casa da vítima porque seria "maior e mais bonita que a dele". Por conta dos novos fatos, a tipificação penal pode mudar para latrocínio, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Quem souber de algo relacionado ao suspeito e quiser fazer denúncias, sob total sigilo, pode entrar em contato pelo telefone: (67) 99238-4923.

Entenda o caso

Na noite da última sexta-feira (15) e na manhã de sábado (16), foram encontrados mais duas ossadas de possíveis vítimas de Cléber. De acordo com a polícia, o homem confessou os homicídios, que se somam a outros cinco supostamente cometidos pelo pedreiro.

Conforme a polícia, o corpo da sexta vítima foi encontrado enterrado próximo ao local da cova improvisada de uma das vítimas do autor dos crimes, no bairro Recanto dos Pássaros. Já a sétima vítima foi encontrada em um poço de 15 metros de profundidade após vizinhos, no bairro Corumbá, sentirem um cheiro forte vindo do quintal de uma casa.

O sétimo corpo foi identificado como sendo de Timótio Pontes Roman, de 62 anos. De acordo com a família do idoso, ele teria contratado o pedreiro suspeito do crime para um serviço na calçada. Timótio morava sozinho e estava desaparecido há mais de dez dias. À polícia, Cléber confessou mais este homicídio e disse que queria ficar com a casa da vítima.

Corpo de Timótio foi encontrado em um poço neste sábado (16)  Foto: Redes Sociais/ReproduçãoCorpo de Timótio foi encontrado em um poço neste sábado (16) — Foto: Redes Sociais/Reprodução

A motivação do suspeito foi a mesma do primeiro assassinato descoberto pela polícia, no último dia 2. De acordo com a esposa e a filha do suspeito, que também estão presas, Cléber matou o comerciante José Leonel Ferreira Santos, de 61 anos e ficou com a residência do idoso, onde elas estavam morando. A família do comerciante estranhou o sumiço dele e, cinco dias depois do crime, ao encontrar outras pessoas morando na casa, acionou a polícia.

Desde então, a Polícia Civil de Campo Grande procurava o suspeito. De acordo Delano, o pedreiro foi preso na casa de um parente no Jardim Campo Belo, região norte da cidade. Inicialmente, ele confessou o assassinato de José Leonel e outros quatro crimes, que se somaram a outros dois até a tarde deste sábado.

Os homicídios teriam acontecido entre 2016 e 2020 e, segundo o delegado, aconteceram de formas parecidas. "As vítimas eram pessoas que estavam trabalhando com ele. O suspeito alega que foram desentendimentos no trabalho que ocasionaram a ação dele matar, em todas elas com golpes de algum objeto na cabeça da vítima", afirma.

Ainda segundo Delano, Cléber apontou os locais onde enterrou algumas das vítimas e não demonstrou arrependimento. "Ele fala tranquilamente sobre os crimes e não mostra abalo nenhum ao falar dos assassinatos", finaliza.

Polícias civil e militar, além do Corpo de Bombeiros, fazem varredura em diversos bairros de Campo Grande para procurar ao menos quatro corpos  Foto: Vinicius Santana/Arquivo Pessoal

Polícias civil e militar, além do Corpo de Bombeiros, fazem varredura em diversos bairros de Campo Grande para procurar ao menos quatro corpos — Foto: Vinicius Santana/Arquivo Pessoal

Deixe seu Comentário

Leia Também

ECONOMIA
Saque aniversário do FGTS poderá ser usado para garantir empréstimos
SAÚDE
Ministério da Saúde prorroga campanha de vacinação contra gripe
CIDADES
No último sorteio de maio, Mega-Sena pode pagar até R$ 38 milhões
COVID-19
Casos de covid-19 em frigoríficos de MS chegam a 325, diz MPT