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INOCÊNCIA VIOLADA

Polícia ivestiga se presos tinham 'grupos específicos' no Whatsapp de pornografia infantil

06 fevereiro 2019 - 15h00Por Luiz Guilherme

Dando continuidade aos detalhes da operação Inocência Violada, desencadeada pela PF (Polícia Federal) em cinco cidades de MS (Mato Grosso do Sul) nesta quarta-feira (6/2), os agentes estão investigando agora se os presos tinham 'grupos específicos' no Whatsapp. 

Segundo o delegado Fernando Rocha, responsável pelas investigações, esta é a próxima fase da operação.

"Temos um sistema que faz um monitoramento e que podem desencadear em novas operações, neste sentido. A investigação também deve apontar se algum deles mantinha grupos específicos no WhatsApp. Durante as buscas hoje, os peritos fizeram uma análise prévia e encontraram imagens e vídeos de sexo, envolvendo crianças e adolescentes", explicou Rocha.

De acordo com reportagem publicada no G1 MS, o sistema adotado pela PF, que localiza endereços onde está ocorrendo o crime, mantém a integridade das provas, assim que os agentes apreendem os aparelhos com pornografia infantil.

"Infelizmente a pornografia infantil ainda se repete e causa danos emocionais e psíquicos para as vítimas, que são submetidas a abusos de toda sorte. Nosso combate é naqueles que produzem material para a rede mundial de computadores, bem como aqueles que armazenam ou compartilham. E é uma ação de suma importância para Mato Grosso do Sul, já que atacamos o destino final", ressaltou o delegado Fabrício Martins Rocha, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (Deco).

Inocência Violada

A ação da PF contou com 44 agentes, que cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, além dos municípios Chapadão do Sul, Jardim, Miranda e Naviraí. Cada um deles, conforme a investigação, tinha cerca de 300 arquivos de material ilícito, tanto no celular, como em CD's e computadores.

Os presos eram monitorados há 10 meses e foram identificados como: um militar da reserva da marinha, de 65 anos, um comerciante de 40 anos, um assistente de serviços gerais de 29 anos e um servidor público estadual, de 49 anos. Outro suspeito foi preso no decorrer das investigações.

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