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Secretaria abre sindicância e afasta guarda preso com arsenal

21 maio 2019 - 09h42Por Da Redação com informações do Correio do Estado

Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social de Campo Grande (Sesdes) abrirá procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do Guarda Municipal preso com arsenal que incluía pistolas, fuzis, carregadores, arma de choque e munições avaliados no mercado legal em torno de quase R$ 1 milhão. O servidor foi afastado preventivamente das funções durante a apuração do caso.

Em nota, a Sesdes informou que todos os servidores da Guarda Municipal estão submetidos a regramento disciplinar e a afronta a qualquer dispositivo legal, seja disciplinar ou cometimento de crimes, é apurado mediante instauração de sindicância ou processo administrativo disciplinar, dependendo da gravidade, tendo todos o afastamento do servidor como medida preventiva até a conclusão da investigação, de responsabilidade da Corregedoria. 

"Em relação aos servidores que são presos em flagrantes delitos, como por exemplo, no porte ilegal de armas, serão submetidos tanto a procedimento administrativo interno como também responderão criminalmente", diz a nota. 

Arsenal

O Guarda Municipal M.R, 42 anos, que passou recentemente no concurso da Agência Penitenciaria do Estado de Mato Grosso do Sul (Agepen), foi preso no domingo (19) depois denúncia recebida pela polícia.  

Em operação em conjunto do Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) e o Batalhão de Choque da Policia Militar, ele foi preso em posse de quatro carabinas 556, 17 pistolas nove milímetros, uma arma calibre 12, outra arma longa calibre.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além 17 fuzis AK47, além de silenciadores e carregadores.

Segundo o subcomandante do Choque, capitão Rigoberto Rocha, cada pistola no mercado legal custa em média R$ 7 mil e cada fuzil está em torno de R$ 35 mil. Essas armas aprendidas provavelmente são do Paraguai e estavam com a numeração raspada. Ele explicou ainda que as armas estavam carregadas prontas para serem usadas. 

O delegado do Garras, Fábio Peró, explicou ainda que não tem ainda uma linha de investigação concreta para trabalhar, mas acredita que essas armas deveriam ser usadas para crimes aqui no Estado e que o armamento bate com o utilizado em outros crimes em Campo Grande. As armas serão periciadas para ver se tem alguma ligação com homicídios ou outros crimes.

 

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