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POLÍTICA

Após Bolsonaro intervir na Petrobras, ministros discutirão política de preço de combustíveis

15 abril 2019 - 13h00Por G1

Após o presidente Jair Bolsonaro mandar a Petrobras suspender um reajuste no preço do óleo diesel, ministros discutirão na tarde desta segunda-feira (15/4), no Palácio do Planalto, a política de preço dos combustíveis. Segundo a Casa Civil, o encontro está marcado para às 13h30 (de MS), com os seguintes ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Santos Cruz (Secretaria de Governo), Floriano Peixoto Vieira Neto (Secretaria-Geral da Presidência).

Também são aguardados na reunião representantes da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O encontro servirá como prévia para uma reunião marcada para terça-feira (16), entre Bolsonaro, ministros e Petrobras, para discutir os aspectos técnicos da decisão da estatal que levaria ao reajuste de 5,7% no preço do diesel nas refinarias.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, negou na sexta-feira (12) que a intervenção de Bolsonaro na Petrobras tenha sido "interferência política".

O reajuste foi anunciado na última quinta-feira (11). Bolsonaro, então, telefonou para o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e determinou a suspensão do aumento.

Com a decisão de Bolsonaro, as ações ordinárias da Petrobras caíram 8,54% na sexta-feira (12); as ações preferenciais caíram 7,75%. A Petrobras perdeu R$ 32,4 bilhões em valor de mercado.

Guedes diz que vai conversar com Bolsonaro sobre intervenção do governo na Petrobras

Bolsonaro afirmou que não defende práticas "intervencionistas" nos preços da estatal, mas pediu uma justificativa baseada em números, alegando que o aumento era superior à inflação projetada.

O governo lida na questão do diesel com o receio de uma nova greve dos caminhoneiros, impactados com a alta no prçeo do combustível. Em 2018, uma greve da categoria paralisou rodovias e interrompeu o transporte de alimentos, combustíveis e outros produtos no país.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que se reúne às 16h desta segunda com Bolsonaro, afirmou no sábado (13/4), que é possível "consertar tudo", se "eventualmente" Bolsonaro fizer "alguma coisa que não seja muito razoável" em relação à Petrobras.

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