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PREVIDÊNCIA

Bancada de MS relata ‘momento ímpar, vitória e emoção’ ao aprovar reforma

11 julho 2019 - 12h30Por Dourados News

Momento ímpar, vitória, emoção. Esses foram alguns dos relatos feitos bela bancada federal Mato Grosso do Sul após aprovação do texto-base da Reforma da Previdência. Na sessão de quarta-feira (10) na Câmara dos Deputados, o relatório obteve 379 votos favoráveis e 131 contrários. Entre os oito parlamentares sul-mato-grossenses, seis votaram a favor e dois contra.

A partir desta quinta-feira (11), serão votados os destaques, as eventuais modificações na proposta original enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a segunda e última votação deve acontecer antes do recesso, em 18 de julho.

“A Reforma da Previdência é importante para o Brasil e para os brasileiros. Embora muita gente tenha dúvidas sobre o Projeto, ele é essencial para que o país tenha capacidade de promover novos investimentos e volte a crescer social e economicamente. Durante semanas, debatemos o tema na Comissão Especial e votamos pela Reforma no limite entre o ideal e o possível, pelo bem do Brasil”, afirmou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) nas redes sociais. Ele foi voto favorável.

Contrário à proposta, Dagoberto Nogueira (PDT) afirma que esse texto aprovado pode trazer prejuízos para a economia do Estado. “Esse negócio que após a reforma o Brasil vai voltar a crescer, vai gerar emprego, não é isso que faz o Brasil crescer. O que vai fazer o Brasil crescer é quando nós tivermos um governo com credibilidade e confiança do mercado. Mas da forma que está não tenho nenhuma esperança, muito menos com essa reforma”, declarou.

“Não sou contra a reforma, sou contra essa reforma que foi apresentada pelo governo, essa reforma que promete acabar com os privilégios e que não vai acabar com os privilégios, vai acabar com a classe trabalhadora, vai diminuir os salários daqueles que mais precisam, principalmente em suas velhices. O resultado disso vai ser muito ruim para o país, inclusive para Mato Grosso do Sul, aonde nós temos muitos municípios pequenos e que dependem desses recursos dessas aposentadorias, que dinamiza a economia do país. Essa aposentadoria também cumpre uma função social e também ajuda o nosso comércio e a nossa indústria”, ponderou.

Fabio Trad (PSD) informou que foi uma “votação tumultuada, carregada de emoção”, e garantiu não ter “compromisso com radicalismo, com extremismo”. “Pensando nessa geração e nas próximas, voto a favor da reforma da previdência. Ela tem o símbolo da esperança, para gerar emprego, o desenvolvimento, e sobretudo melhores condições de vida para todos os brasileiros”, pontuou.

Correligionário do presidente da República, o deputado Luiz Ovando avaliou a aprovação “do projeto idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro” como uma “notícia boa”. “Momento ímpar de conquista e um fato fundamental para o futuro do nosso país e segurança para a população em termos de aposentadoria”, destacou.  

“Isso não significa vitória de grupos, mas é vitória do Estado, vitória do País, vitória do povo brasileiro. Muitas coisas foram faladas e de uma maneira geral a oposição bateu firme dizendo que era um projeto de emenda constitucional extremamente cruel. Quero dizer a quem pode estar aborrecido pela aprovação de que o país precisa se preocupar com aqueles que já têm o direito de aposentadoria. Basta que a gente se reporte à história vendo que aconteceu na Grécia e em Portugal, onde a nação teve que reduzir 30% do valor dos vencimentos dos aposentados, e muitos da Grécia tiveram que emigrar para a Bulgária porque lá o custo de vida era 30% mais barato”, detalhou.

O parlamentar acrescentou que a reforma é necessária porque o déficit previdenciário previsto para este ano chega a R$ 269 bilhões. “Estamos preocupados não pura e simplesmente com os que se aposentarão, mas principalmente com aqueles que já adquiriram esse direito e se continuasse com o déficit previsto para este ano, de R$ 269 bilhões, nós não teríamos condição de honrar o compromisso com esses aposentados. A perspectiva da população em termos de idade está aumentando e cada vez mais nós teremos pessoas vivendo muito tempo e o número de jovens reduzindo. As pessoas aposentando e mantendo o mesmo patamar de idade e contribuição elas aposentarão mais cedo e viverão muito mais com uma carga maior para o Estado. Infelizmente essa é a realidade e felizmente porque as pessoas têm melhor condição de vida e estão vivendo mais”, detalhou.

Rose Modesto (PSDB) declarou ter votado no texto do relator ter sido possível avançar em alguns pontos, mas disse que pretende avançar em outros, principalmente em relação à educação, quando forem votados os destaques. “O destaque 43 tem meu apoio, para manter a idade mínima da professora em 52 anos e do professor em 55 anos, e mantendo as mesmas regras para contribuição como é hoje, 25 anos professora e 30 anos professor”, indicou.

A parlamentar avalia ser necessária uma reforma justa para resultado fiscal, mas com olhar social. “Tenho certeza que ninguém fica feliz de ter que votar uma reforma. Mas infelizmente por tudo que tem acontecido país, hoje nós temos mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, empresas, comércios e indústrias que fecham a cada dia, estagnação enorme em nossa economia, pessoas precisando de uma oportunidade de ter mais dignidade, através do seu trabalho e que não conseguem”.

Deputada federal licenciada para comandar o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina (DEM) reassumiu o cargo no Legislativo justamente ajudar na aprovação da reforma. Nas redes sociais, comemorou essa oportunidade.

“Fiz questão de estar presente nessa votação histórica. 379 votos a favor do texto-base. Por um novo Brasil, por uma nova Previdência. A reforma vai combater privilégios”, afirmou.

Ela parabenizou os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e da República, Jair Bolsonaro, e a todos os deputados pela aprovação. “Grande dia”, publicou nas redes sociais.

Contrário ao texto-base da Reforma da Previdência, Vander Lubet (PT) diz que mesmo após ser voto vencido, não é hora de baixar a cabeça. “Lutamos muito. Fizemos nossa parte votando contra esse projeto do governo de Reforma da Previdência. Mas infelizmente não foi o suficiente. Obrigado a todos e todas que lutaram com a gente por acreditar que essa reforma será prejudicial para a maioria da população. Não é hora de baixar a cabeça, vamos seguir em frente. A luta continua”, destacou em vídeo publicado nas redes sociais.

Outro correligionário do presidente, Loester Trutis (PSL) publicou apenas um vídeo do momento em que vota favorável ao texto-base da reforma. Em seguida, fez novo post com foto ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) com a legenda: “Chora esquerda”.

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