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SAÚDE

Após morte de enfermeira, colegas cobram menos carga horária no HR

07 janeiro 2019 - 19h30Por Da redação

Aproximadamente 100 enfermeiros e técnicos fizeram hoje (7/1), em Campo Grande, em frente ao Pronto Socorro do Hospital Regional, uma manifestação com faixas, lembrando a morte da enfermeira Janaína Silva e Souza, que se suicidou no último dia 2. [Relembre aqui].

Conforme o Campo Grande News, aos 39 anos ela foi vítima da depressão, potencializada pela carga exaustiva de trabalho. Hoje são 40 horas semanais regulares, mais 60 horas de plantões extra. O que a categoria quer é a redução para 30 horas semanais.

A enfermeira Juliana Freitas diz que a condição atual acaba com a saúde da categoria.

“Cuidamos de todo mundo, mas com uma carga horária dessas, não temos como cuidar da própria saúde. É uma cadeia que deixa um enfermeiro exausto e logo isso reflete no trabalho e prejudica o paciente”, avalia.

Presidente do Coren (Conselho Regional de Enfermagem), Sebastião Duarte informa que já solicitou  para esta semana uma reunião com o secretário de Saúde, Geraldo Rezende. "Primeiro vamos tentar o diálogo. E só depois recorrer a uma alternativa mais drástica, como ação civil pública", ameaça.

O Conselho denuncia deficiência nos quadros do hospital.

"Aqui no HR existe um grande déficit de profissionais. Teria de contratar 40% mais", garante Sebastião.

Aos 39 anos, a enfermeira Janaína Silva e Souza foi encontrada morta no dia 2 de janeiro, dentro de casa, na Vila Florio, em Campo Grande. Um colega chamou a polícia após estranhar o sumiço de Janaína. Horas depois, ela foi encontrada no quarto, já sem vida, ao lado de frascos de medicamentos e uma seringa. 

De acordo com o site, amigos da vítima relataram que a última mensagem da enfermeira no grupo de WhatsApp do trabalho dizia que “raiva dessa vida hoje nesse plantão”. Segundo eles, a colega se referia as condições ruins de trabalho.

Hoje, durante a manifestação, a equipe de enfermagem do Hospital Regional enfatizou o luto e homenageou Janaína com uma oração.

Apesar do protesto, ninguém da direção do Hospital Regional aceitou comentar o assunto na manhã desta segunda-feira.

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