Menu
Busca segunda, 28 de setembro de 2020

Lambaris são utilizados para controle do Aedes no Aquário do Pantanal

11 dezembro 2015 - 11h00Por G1


O governo do estado está usando peixes para controlar as larvas do Aedes aegypti, mosquito responsável por transmitir a dengue, zika vírus e chikungunya, nos tanques do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. A obra está parada e os tanques estão servindo de criadouros.

Focos do mosquito foram encontrados nos tanques pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A primeira ideia foi secar e cobrir o tanque até a conclusão da obra. Mas depois decidiram fazer um controle biológico utilizando lambaris, também chamados de forrageiros. O custo seria de R$ 100 mil.

“Nós não temos mais larvas de insetos aqui porque colocamos uma população de peixes compatível à eventual reprodução dos insetos. A água para a reprodução ode peixes tem uma condição toda diferenciada de uma água normal de uma piscina”, afirmou Ricardo Éboli, diretor de licenciamento do Imasul.

No tanque que teve vazamento, o controle é feito com o cloro. Segundo o técnico em segurança do trabalho que vistoria a obra, as larvas de dengue estavam mais concentradas nele. O cloro também está sendo usado em outros pontos de acúmulo de água na obra.

“Onde não vai peixe, vai cloro na área externa. Na área interna, é tudo tanque seco”, disse o técnico em
segurança no trabalho, Ramão Arruda.


Paralisação

Ao mesmo tempo em que essas medidas são tomadas, a expectativa agora é retomar a obra. A Justiça já derrubou a liminar que a empresa Egelte Engenharia conseguiu, em outubro, para não concluir o trabalho.

A defesa da Egelte informou que entrará com recurso no processo, em razão de não ser possível a retomada da obra sem uma auditoria no local e um novo planejamento para isso. Segundo o governo, não há necessidade de auditoria porque a empresa vai receber pelo serviço executado. Se a empresa não voltar, uma nova licitação deve ser aberta.

A obra do aquário é uma das que aparecem nas investigações da operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal.
“Estrou procedendo a notificação da empresa hoje e estamos dando cinco dias para que ela retome as obras”, pontuou o secretário estadual de Obras, Marcelo Miglioli.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CRIME AMBIENTAL
Mulher de 51 anos é autuada em R$ 5,5 mil por criar papagaio ilegalmente e manter a ave em situação de maus-tratos
NOTÍCIAS
Busca e apreensão veicular indevida geram danos morais
SEGURANÇA
Fiscalizações da Agepan seguem reforçadas para coibir transporte clandestino
NOTÍCIAS
2ª Câmara Cível nega recurso e mantém destituição familiar