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Padre que teve filho com coroinha não é mais da Arquidiocese de MS

11 novembro 2015 - 08h15Por G1
O padre Jocerlei Tavares, 41 anos, que engravidou uma coroinha de 16 anos, não faz mais parte da Arquidiocese de Campo Grande, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição nesta terça-feira (10). Ele já estava afastado das funções religiosas desde o fim de setembro, quando a gravidez da adolescente foi denunciada à polícia. A criança nasceu em outubro e o religioso se comprometeu a assumir a paternidade de criança e ajudar nas despesas.

Segundo a Arquidiocese, o superior da congregação de Jocerlei esteve em Campo Grande na época em que o religioso foi afastado das funções pelo arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa. O afastamento vale até a conclusão do processo canônico. Agora, Jocerlei voltou para a congregação de origem, em Santa Maria (RS), onde o processo continuará.

Gravidez

A gravidez da adolescente foi denunciada pela família dela à polícia. Na época, um inquérito foi instaurado para apurar um suposto estupro de vulnerável, mas, após depoimentos e laudos periciais, a polícia concluiu que o sexo entre o padre e a coroinha foi de comum acordo entre eles.

A delegada Daniela Kades, da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Depca) encerrou o inquérito e pediu arquivamento do caso de estupro.

Agora outra investigação paralela é conduzida pela Delegacia de Ordem Política e Social (Deops), que apura a conduta de quatro motéis de Campo Grande por não pediram documento de identidade e permitirem que a adolescente entrasse nos locais mesmo sendo menor de 18 anos.

Denúncia

Desde o fim de setembro, a polícia investigava o suposto estupro de vulnerável após denúncia da mãe da garota. O inquérito foi instaurado pela Depca cinco dias depois.

Até o momento, foram ouvidos a coroinha, mãe e a irmã da adolescente e o padre e, por enquanto, não foi constatado crime, já que a garota diz que o sexo era de comum acordo e começou quando ela já tinha mais de 14 anos.

O padre é da paróquia Santa Rita de Cássia e foi afastado das funções pela Arquidiocese de Campo Grande. Quando a gravidez foi descoberta pela família, a coroinha inventou que tinha sido estuprada, mas contou a verdade depois de ser questionada.

Em depoimento à polícia, o padre confessou o sexo e disse que os dois se encontravam em motéis, durante a tarde, período em que a adolescente falava para a família que estava na igreja.

Paternidade

Para a polícia, o padre disse que vai assumir o filho e que prestará a assistência necessária à adolescente e ao bebê. Ainda segundo a delegada, a criança é um menino e já tem nome escolhido pelos pais.

Em depoimento, o padre entregou à delegada um comprovante de depósito feito na conta do pai da adolescente, no valor de R$ 4 mil. Segundo o líder religioso, o dinheiro seria para ajudar no acompanhamento da gravidez e num possível parto da criança.

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