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Professores da UFMS fazem assembleia para decidir se continuam ou não em greve

14 agosto 2012 - 00h00Por Fonte: Diário Online
Com pauta exclusiva sobre a manutenção ou não da greve, a Associação dos Docentes da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS) convocou uma assembleia extraordinária para esta quarta-feira, 15 de agosto, nos onze campi da UFMS no Estado.

Em Corumbá, a reunião acontecerá a partir das 08h30, na sede da Associação, localizada na alameda José Miguéis, no bairro Universitário. O direito ao voto nas assembleias é garantido a professores sindicalizados, dos quais há 109, entre ativos e aposentados, vinculados ao Campus do Pantanal, unidade da UFMS instalada em Corumbá.

O professor Roberto Galeano, que é presidente da subseção de Corumbá da Associação dos Docentes da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS), irá comandar a assembleia e destacou o caráter institucional da mesma.

"Anteriormente, as reuniões vinham sendo conduzidas por um comando de greve formado localmente e algumas decisões estratégicas, assim como ações foram propostas nestas reuniões, entre elas, mobilizações e panfletagens, tentando explicar à comunidade os motivos da nossa paralisação", explicou.

Ele lembra que a ADUFMS é vinculada ao PROIFES (Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), única das quatro entidades de classe que, no último dia 03 de agosto, assinou acordo do Governo, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico, no entanto cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independente de acordo firmado.

"É uma decisão nos onze campi. Se tiver 50% mais um, em favor do retorno das atividades, comunicaremos a reitoria da universidade para que proceda um planejamento de reposição das aulas, iniciando o segundo o semestre", disse ao estimar que, caso o posicionamento seja positivo pelo fim da greve, as aulas devem ser retomadas na próxima semana.

Galeano frisou que, atualmente, há 28 categorias em greve pelo país e das propostas colocadas pelo Governo, que giram em torno de R$ 24 bilhões para todas elas, a classe docente ficou com cerca de R$ 4,2 bilhões.

"Obviamente não se ganhou tudo o que se esperava. Não foi a proposta que todos queriam, mas dentro do limite do que foi proposto, nós também tivemos ganhos dentro dessa contraproposta, então, acredito que, em parte, fomos atendidos em nossas reivindicações", ponderou ao lembrar da posição do Governo, que afirmou o encerramento das negociações com a classe docente.

"O Governo esgotou o processo de negociação e disse que não retorna mais, que a proposta é essa dentro do que se tinha previsto no orçamento. Num processo de negociação também temos que saber o momento de encerrar o movimento", disse o professor.

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