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Termina depoimento de policiais suspeitos de matar juíza

14 setembro 2011 - 13h10
Termina depoimento de policiais suspeitos de matar juíza

G1


O depoimento dos três policiais militares suspeitos de matar a juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, terminou por volta das 21h30 desta terça-feira (13), na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

O depoimento mais longo foi o do tenente Daniel Benitez, que durou três horas e 15 minutos. Os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda foram ouvidos em seguida.

De acordo com a advogada dos cabos, Alzira de Castro Garcia, os policiais negaram qualquer participação no crime. Ela contou que teve acesso rápido ao processo e que os policias têm álibis para o dia do crime, mas disse não poder adiantar mais nada.

"Tive hoje o primeiro contato com o processo. Mas uma coisa é certa: eles negam qualquer participação no crime. Não tive acesso a tudo, ainda não analisei todas as provas, mas eles têm ábilis para o dia da morte da juíza", disse a advogada, que acredita que devido à complexidade do processso um dos cabos deverá constituir um outro advogado para fazer sua defesa.

Tenente foi o primeiro a depor
O advogado Saulo Sales, que defende o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes, primeiro a prestar depoimento, disse, no início da noite, que o seu cliente é inocente de todas as acusações a respeito da morte de juíza Patrícia Acioli. Os outros dois policiais saíram sem falar com a imprensa.

Segundo o advogado, no depoimento, o policial respondeu a várias perguntas e deu detalhes sobre o que fazia no dia do crime.

“Ele (o tenente) disse que estava perto do fórum de São Gonçalo porque a advogada dele que o defende no caso da morte de um jovem de 18 anos, no Morro do Salgueiro, tinha entrado em contato com ele. Ele teria ido ao fórum para encontrar a advogada que informou que a juíza ia decretar a prisão dele. Ele negou tudo e vamos trabalhar para demonstrar a sua inocência. Não há nada de concreto contra ele”, disse o advogado.

Sales informou que só passou a defender o tenente neste caso e que desconhece os processos sobre os homicidios a que ele responde por auto de resistência. O advogado chegou a dizer que o PM estava de serviço no dia do crime da juíza. Mas ao ser questionado pelos jornalistas, voltou atrás e disse que não sabia detalhes.

O advogado negou que haja imagens de seu cliente nas imediações da casa da juíza e disse que faltam provas robustas para incriminar o tenente pela morte da magistrada.

A juíza Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros, no dia 12 de agosto, quando chegava em sua casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. De acordo com a polícia, a magistrada sofreu uma emboscada e foi atingida por 21 tiros. A polícia mantém em sigilo as investigações do crime.

Os três policiais passaram a madrugada na delegacia e na segunda (12) tiveram uma conversa preliminar com os agentes. Ainda de acordo com a polícia, cerca de 90 agentes foram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão. Eles percorreram endereços de pessoas relacionadas aos três policiais e buscaram mais provas do caso para incluir no inquérito.

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