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Governantes não têm oposição no Brasil e nem em MS

Governantes não têm oposição no Brasil e nem em MS

24 novembro 2011 - 10h40Por Dourados News
Uma reportagem da Revista Época desta semana mostrou que o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli tem “nas mãos” 83% dos 24 deputados da Assembleia Legislativa. A matéria “¿Hay gobierno? Soy a favor”, analisou o índice de “governismo” em todos os Estados brasileiros.

E não é só Puccinelli que tem maioria na Assembleia. A coisa piora no Espíriro santo, onde o governador tem 100% de apoio dos 30 deputados. No Amazonas os deputados de “situação” representam 92% e no Piaui, 90%.

No Governo Federal todos querem estar próximos de Dilma Roussef. Segundo a Época, dos 23 partidos com representação no Congresso, 16 apoiam o governo. Na Câmara, Dilma tem o apoio de 62% dos 513 deputados. Outros 19% são de partidos que se declaram neutros, mas, volta e meia votam com o governo. Partidos de oposição representam 19%, e pertencem ao PSDB, DEM, PPS e PSOL.

Hierarquia

Se na presidência, no Senado, da Câmara dos Depurados e nas Assembléias Legislativas há falta de oposição, em Dourados não é diferente. Dos 12 vereadores, Murilo tem apoio quase todos. Dois dos doze se dizem neutros (Dirceu Longhi do PT e Délia Razuk do PMDB), porém, costumam votar junto ao governo e um outro, Elias Ishy (PT), se diz oposição à Murilo Zauith.

Na cidade, o prefeito se elegeu graças à uma aliança de 15 partidos, Os vereadores fazem parte desses partidos, o que poderia explicar a falta de oposição.

Nacional e local

Na entrevista que concedeu à Época, o filósofo Marcos Nobre, explicou durante a conversa que “a diferença essencial entre a situação atual e a do passado é o papel do PT, “o único partido que demonstrou ter condições de sobreviver na oposição”, diz. “Ligado aos movimentos sociais, conseguia crescer sem estar no governo. Quando o único partido do país que tem isso vai para o poder, a oposição acaba”, diz.

“É uma tradição nos Estados brasileiros: o governador tem a caneta e os deputados são muito suscetíveis a isso”, diz o cientista político David Fleischer. A declaração é em relação ao cenário nacional, porém, poderia servir para o caso douradense, quando desde sempre quem está no poder tem a maioria, o que nos últimos anos se intensificou com a permanência do PT oito anos no poder (Laerte Tetila) e agora como aliado de Murilo Zauith (vice-prefeita Dinaci Ranzi). Logo, não há oposição.

Outros países

“Nos países com poucos partidos, como Estados Unidos, França ou Inglaterra, a tendência de ocorrer um fenômeno assim é baixa. A identidade ideológica de cada partido é mais evidente. No Brasil, com quase 30 siglas, os limites são muito mais tênues. “A falta de oposição enfraquece ainda mais o Legislativo, que já é visto pela população como um mero acessório”, diz o cientista político Humberto Dantas e publicou a revista.

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