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Murilo reage à tentativa de ruptura da aliança de 15 partidos em Dourados

28 setembro 2011 - 13h30
Murilo reage à tentativa de ruptura da aliança de 15 partidos em Dourados

Conjuntura Online

O prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), reagiu nesta terça-feira a tentativa de “rebelião” na base política pela qual foi eleito para um mandato de dois anos, após a renúncia de Ari Artuzi, acusado de chefiar uma quadrilha que lesou os cofres públicos municipais.


O prefeito refere-se a eventual fragmentação da aliança de 15 partidos (DEM-PMDB-PSDB-PR-PDT-PSL-PRB-PSB-PPS-PTB-PV-PP-PTdoB-PRP e PT) pela qual chegou ao poder no maior colégio eleitoral do interior de Mato Grosso do Sul, uma vez que vários líderes partidários manifestaram o desejo de concorrer à sua sucessão em 2012.


Por enquanto, PMDB, DEM e PSDB planejam enfrentá-lo nas urnas nas próximas eleições municipais do ano que vem, coincidentemente depois que o prefeito trocou o Democratas pelo PSB sob argumento de que precisaria fazer parte da base governista da presidente Dilma Rousseff a fim de garantir recursos federais para Dourados.


O PMDB tem como pré-candidatos os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende e a vereadora Délia Razuk, enquanto que o DEM dispõe do nome do deputado estadual Zé Teixeira, presidente da executiva regional, e o PSDB trabalha com a possibilidade de lançar entre o empresário Elísio Brites e o advogado Mauro César.


De acordo com a coluna Malaqueta, do jornal O progresso, editada pelo jornalista Marcos Santos, Murilo defende que o grupo que esteve ao seu lado na última década continue unido em torno de Dourados.


“Passamos 12 anos alimentando o projeto de conquista do poder por meio do voto, tanto que perdemos em 2000, 2004 e 2008, mas, mesmo assim, continuamos unidos. Agora que chegamos ao poder, querem fazer com que cada um vá para um lado”, lamenta o prefeito socialista.


Na visão de Murilo, legendas como o DEM, PPS, PSDB, PMDB, PTB e tantas outras que fizeram parte do projeto político de poder em Dourados, deveriam estar somando forças para fazer com que a cidade receba das esferas estadual e federal a atenção que merece. “Não vejo motivo para nenhuma divisão, pelo contrário, defendo a tese que devemos continuar unidos”, sugere.


DISPUTA ANTECIPADA


Na entrevista, Murilo também faz críticas veladas a lideranças políticas locais e da Capital que, em sua concepção, antecipam as discussões em torno do processo sucessório estadual de 2014, lembrando que, apesar disso, Dourados está sendo ignorada.


Segundo ele, enquanto as lideranças políticas locais estão preocupadas em saber quem será candidato a prefeito, o pessoal de Campo Grande está um passo a frente, ou seja, já discute o processo sucessório de 2014 quando, obrigatoriamente, será eleito o sucessor do governador André Puccinelli (PMDB).


“Estão todos focados em Dourados, mas não vejo nenhuma liderança douradense questionando a ausência do município na composição que estão fazendo para as eleições de 2014”, observa Murilo. “Por que estão discutindo se o candidato ao governo será o Nelsinho (Trad – PMDB), a Simone (Tebet – PMDB), o (Edson) Giroto (PR) ou qualquer outro da Capital, sem considerar o potencial do segundo maior colégio eleitoral do Estado?”, questiona o prefeito.


Para o prefeito, as lideranças de Dourados deveriam estar participando desse debate sobre 2014, mesmo porque, a segunda maior cidade do Estado e que tem sido decisiva nas eleições para o governo, não pode ser alijada desse processo eleitoral, ainda que prematuro.

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