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Comer alimentos com fibras e beber muita água pode evitar a diverticulite

11 dezembro 2012 - 14h20
Bem Estar


A diverticulite é uma inflamação no intestino grosso que pode causar muitos incômodos. Para se proteger, a dica principal é ter uma dieta rica em fibras e beber muita água, como explicaram os cirurgiões do aparelho digestivo Fábio Atui e Carlos Frederico Sparapan Marques no Bem Estar desta sexta-feira (7).

Com o envelhecimento, aparecem os divertículos, pequenos “saquinhos” que se formam para fora de uma parte do intestino grosso. Pode não acontecer nada com eles, mas existem casos em que eles inflamam, provocando a diverticulite. Geralmente, pessoas mais idosas ou que não têm o costume de ingerir fibras, frutas e verduras têm mais divertículos e, consequentemente, correm mais risco de desenvolver essa inflamação.


É comum encontrar pessoas com diverticulite e câncer colorretal, mas não porque um problema causa o outro, mas porque o perfil dessas pessoas, mais velhas e com maus hábitos alimentares, pode desencadear qualquer um deles.

Ao contrário do que grande parte das pessoas acredita, quem tem diverticulite não precisa restringir os grãos da alimentação, mesmo porque eles são fontes de fibra. O feijão, ao ser ingerido, pode causar dores abdominais por causa dos gases, mas não chega a ser responsável por uma possível inflamação.

Para ingerir uma quantidade considerável de fibras, a dica do cirurgião Fábio Atui é colocar uma colher de sopa de farelo de trigo na panela de feijão para cada pessoa que for consumir. Dessa maneira, sem perceber, a família pode ter uma suplementação de fibras importante para manter o bom funcionamento intestinal.

A ingestão de fibras e água ajuda também na prevenção da fissura anal, uma úlcera que pode causar dor para evacuar e até sangue nas fezes. Prisão de ventre e fezes mais sólidas são alguns dos fatores que podem levar a esse problema, que pode ser agudo ou crônico. A fissura aguda causa dor por dois ou três dias na hora de ir ao banheiro, mas ela passa sozinha.

Por outro lado, a fissura crônica não cicatriza sozinha e, nesse caso, é utilizado um remédio que relaxa a musculatura e promove maior irrigação sanguínea na região – em alguns casos, a cicatrização não acontece e é indicada a cirurgia.

Pode acontecer também de aparecer uma pelinha para fora do canal após a cicatrização, que pode ser confundida com a hemorróida. Mas ela não coça, não dói e não tem risco de se transformar em um câncer, apenas pode incomodar esteticamente e na higienização do local.

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