domingo, 25 de fevereiro de 2024

Dispositivo sem fio é capaz de fornecer energia para implantes cardíacos

09 maio 2012 - 11h45Por Isaúde.net
Equipe de pesquisadores da Universidade Rice, nos Estados Unidos, projetou e construiu uma unidade de transferência de energia transcutânea (TET - sigla em inglês) para alimentar um dispositivo de assistência ventricular (VAD - sigla em inglês) minimamente invasivo. O VAD é uma bomba inserida na aorta através de um cateter que ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo e curar pacientes com insuficiência cardíaca.

Os cientistas criaram um dispositivo complementar que fica um centímetro sob a pele e alimenta o VAD.

"Muitas pessoas precisam de transplantes de coração, mas não existem corações suficientes disponíveis", observa o pesquisador Tyler Young. "Uma alternativa é ter uma bomba cardíaca implantada, o que acarreta em riscos. A cirurgia é muito invasiva, e depois o paciente te que conviver com fios pelo corpo ligados a uma bateria."

O pesquisador observa ainda que uma porta de entrada através da pela para uma fonte de alimentação pode favorecer o desenvolvimento de infecções. Agora, a equipe espera evitar este tipo de problema por meio do envio sem fio de energia para o VAD.

tCoil

O protótipo tCoil desenvolvido por estudantes da Rice University consiste de uma pequena bobina e uma bateria inseridas um centímetro sob a pele da cintura do paciente e ligada ao VAD. O paciente também deve usar um cinto com uma bobina e bateria externas para gerar campos magnéticos alternados e induzir a corrente alternada na bobina subcutânea. As bobinas carregam a bateria, que é capaz de operar o bombeamento por mais de três horas. "O paciente pode tirar o cinto por curtos períodos de tempo, para tomar um banho, por exemplo," diz Young.

A equipe de pesquisa demonstrou o tCoil em uma convenção realizada na Rice University. Os estudantes colocaram as bobinas internas e externas de cada lado de um saquinho contendo um pedaço de carne para simular a transferência de potência através da pele. A unidade interna foi ligada a uma bomba de demonstração que empurrou um líquido de cor vermelha para o interior de um tanque.

Apesar dos resultados satisfatórios alcançados Young observa que projeto está longe de terminar. "Os próximos passos serão diminuir o tamanho do dispositivo e colocá-lo em uma caixa biocompatível. Feito isso, o dispositivo poderá ser testado em animais de grande porte".

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