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Polícia retoma depoimentos do caso do aluno que se matou

26 setembro 2011 - 15h30

Polícia retoma depoimentos do caso do aluno que se matou

G1

A Polícia Civil em São Caetano do Sul, no ABC, vai retomar na tarde desta segunda-feira (26) os depoimentos para tentar esclarecer o caso do aluno que atirou na professora dentro da escola e se matou em seguida com um tiro na cabeça. Serão ouvidos a diretora e coordenadora da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, onde Davi Mota Nogueira, de 10 anos, estudava.

O garoto da 4ª série do ensino fundamental entrou com uma arma particular do seu pai escondida dentro da mochila, pediu para ir ao banheiro, retornou e disparou contra a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, que dava aula numa classe com mais de 20 alunos. A tragédia ocorreu durante à tarde da última quinta-feira (22), mas até agora a motivação do crime ainda é um mistério.

A arma usada por Davi é do pai dele, o guarda-civil Milton Nogueira, 42. Ele poderá ser responsabilizado criminalmente por negligência por não ter conseguido impedir o filho de pegar o revólver calibre 38 que guardava em casa.

Professora internada
Rosileide, que foi vítima do garoto, dava aula continua internada em observação num quarto do Hospital das Clínicas em São Paulo. Ela não corre risco de morrer. Até esta tarde, ela sabia que quem atirou nela foi Davi, mas não tinha conhecimento dele ter se suicidado.

A delegada Lucy Fernandes, titular do 3º Distrito Policial em São Caetano, ainda aguarda a autorização da unidade médica para saber se a professora Rosileide tem condições físicas e psicológicas de prestar um depoimento. O hospital não havia se pronunciado sobre o pedido da polícia até o início desta tarde.

Caso haja a permissão, a delegada Lucy pretende falar com a educadora dentro do hospital na próxima quarta-feira (28) ou quinta-feira (29). Também existe a possibilidade de Rosileide deixar o hospital até essa data. Ela, que passou por cirurgia para retirada da bala que atingiu no quadril, se recupera consciente e já recebendo visitas de parentes.

Depoimentos
Segundo a delegada Lucy, a diretora Márcia Gallo e coordenadora pedagógica Meire Cunha serão ouvidas após as 14h desta segunda no 3º DP. Em entrevista coletiva na sexta-feira (23), elas haviam dito à imprensa que Davi nunca apresentou problemas de relacionamento com a professora Rosileide ou tenha sido vítima de bulluying.

A polícia investiga se o aluno havia premeditado o crime. Professoras ouvidas na semana passada chegaram a dizer em depoimento que ouviram alunos comentar que Davi tinha prometido matar Rosileide e se matar em seguida. Um desenho do aluno, na qual ele se retrata segurando duas armas ao lado de um professor, está sendo analisado por psicólogos.

As aulas foram suspensas na escola e deverão ser retomadas na quarta, quando devem retornar os alunos que viram Davi atirar na professora e se suicidar. A delegada quer ouvi-los nesse dia com a ajuda de psicólogos.

Ajuda psicológica
Professores já estariam conversando com os psicólogos, que ficarão na escola por tempo indeterminado. A Prefeitura de São Caetano colocou à disposição de pais, alunos, professores e funcionários da escola onde ocorreu essa tragédia um serviço de atendimento psicológico.

Quem se interessar pode procurar a Unidade de Saúde da Criança e do Adolescente na Rua Goitacazes, 301, no centro da cidade.

Em entrevista ao G1 no domingo pela manhã, o pai de Davi, Milton, afirmou que “a gente nunca vai ter resposta” para explicar porque seu filho tentou matar a professora e se matou.

Ao Fantástico, ele e a mulher, Elenice Mota, 38, disseram que não se sentem culpados pelo que aconteceu. Também afirmaram que querem pedir desculpas a professora baleada por seu filho. Ainda comentaram que o menino nunca teve mau comportamento.

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