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CIDADES

No 1º transplante na Santa Casa após 7 anos, Emerson ganhou coração novo

Órgãos de Leonardo Alves Lima, de 21 anos, que morreu em acidente no fim de semana, deram vida nova a 3 pessoas

09 abril 2020 - 15h00Por Campo Grande News

Depois de 7 anos, a Santa Casa de Campo Grande realizou operação que marca a retomada dos transplantes de coração no hospital. Emerson Jaime de Lima, de 37 anos, quem só tinha 10% do coração funcionando, foi o premiado com a primeira cirurgia do tipo desde 2013.

Sofrendo de insuficiência cardíaca desde 2006, o paciente passou por inúmeros procedimentos para tentar frear a evolução da doença e aguardava na fila dos transplantes desde janeiro deste ano. Há três meses ele piorou e precisou ficar internado até a cirurgia.

Emerson a caminho da sala de cirurgia (Foto: Santa Casa/Divulgação)
O procedimento - O transplante foi feito na manhã do domingo (5), conforme divulgou a Santa Casa nesta quinta-feira (9). A cirurgia mobilizou entorno de 30 profissionais do centro cirúrgico do hospital.

Enquanto em uma das salas era realizada a captação dos órgãos de um paciente que teve morte cerebral depois de traumatismo craniano, outros três pacientes eram preparados quase que simultaneamente para receber o coração e os rins doados pela família do jovem que morreu.

Leonardo Alves Lima, de 21 anos, estudante de Agronomia, morreu em acidente numa estrada rural de Chapadão do Sul, a 321 km de Campo Grande. Ele estava sem cinto de segurança e foi arremessado após o Fiat Uno em que estava capotou.

O procedimento que salvou a vida de Emerson durou cerca de seis horas e, hoje, ele já respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo a Santa Casa, deve deixa a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) nos próximos dias.

“Para mim o transplante é um conflito porque não podemos esquecer nunca que nós perdemos uma vida, neste caso um jovem vítima de um acidente de trânsito. Eu espero que uma hora a ciência evolua com a criação de dispositivos artificiais que venham a substituir plenamente o funcionamento de órgãos vitais. Mas enquanto isso não é possível, contamos com a solidariedade das famílias em salvar vidas”, afirmou, via assessoria de imprensa, o cirurgião cardiovascular Carlos Ildemar de Campos Barbosa, responsável por conduzir o transplante cardíaco.

Corações foram desenhados com gel em equipamento usado no procedimento cirúrgico (Foto: Santa Casa/Divulgação)
Fila - Atualmente, outros quatro pacientes, todos de Campo Grande, aguardam na fila do transplante de coração, de acordo com dados da Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul.

A maior dificuldade para realizar as cirurgias a tempo de salvar vidas tem sido a recusa familiar em doar os órgãos, aponta a Organização de Procura de Órgãos no Estado. A equipe da OPO registrou, neste ano, 35 possíveis doadores de órgãos, mas em 23 casos os familiares não autorizaram a doação.

 

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