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Perigo

Perigo nas ruas: mototaxista tem pescoço ferido por cerol de pipa

27 janeiro 2015 - 10h12Por Fonte: diarionline
Uma brincadeira que deveria ser saudável e divertida causa preocupação principalmente no período de férias escolares, com o aumento do número de crianças que soltam pipas com produto perigoso e em locais inadequados. Quando as pipas caem, a brincadeira se torna ainda mais perigosa. As crianças escalam muros, sobem no telhado das casas, correm entre carros ou se equilibram perto da rede de alta tensão. Além disso, outra situação perigosa é o cerol, uma mistura de vidro moído e cola que se passa na linha para cortar outras pipas.
Uma prática considerada crime, pois pode tirar a vida de quem for atingido por uma linha que contenha esse material cortante. O mototaxista Luiz Henrique Campelo Ramão, de 37 anos, foi uma vítima do cerol na última sexta-feira (23), por volta das 18h, no bairro Dom Bosco, próximo ao campo do Roseiral. Ele passava pelo local com uma passageira quando sentiu algo enroscar em seu pescoço.

“Naquela região ficam muitas crianças brincando, soltando pipa. Na hora levei um choque, parei a moto e graças a Deus não caí. Tirei o capacete e em seguida a linha que já estava cravada no meu pescoço. Eu mantive a calma, deixei a passageira em casa e depois fui para o pronto-socorro, onde as enfermeiras disseram que eu nasci de novo”, contou o mototaxista ao Diário Corumbaense.

Após o incidente que poderia ter acabado em tragédia, Luiz colocou em sua motocicleta uma antena conhecida como “corta pipa”. Na casa do mototaxista, todos ficaram assustados com o ocorrido, principalmente seus filhos. “Depois que aconteceu comigo, fiquei sabendo de outros casos que até acabaram em morte. Então, resolvi colocar a antena na minha moto para evitar que isso ocorra novamente. Lá em casa todo mundo ficou assustado com o que aconteceu ainda mais que tenho dois filhos”, completou.Já recuperado do susto, Luiz deixa uma mensagem de alerta não só para quem está ali para se divertir, mas também para os pais ou respançáveis para que verifiquem como seus filhos estão brincando na rua. “Eles devem vigiar os filhos para ver se eles não estão soltando pipa com cerol, porque isso pode levar a uma tragédia ou um acidente como o que eu sofri”, concluiu.

Uso do cerol é proibido por lei

O uso do cerol é proibido no estado de Mato Grosso Sul. A Lei 3.436, aprovada em 19 de novembro de 2007, proíbe a utilização de cerol ou qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas ou similares.

A legislação prevê que para este crime, implica a apreensão do objeto e a aplicação de uma multa no valor de 20 (vinte) Uferms. Se os envolvidos na situação forem menores de idade, os responsáveis por arcar com a penalidade são os pais ou responsáveis. Em caso de reincidência, em período de dois anos, a multa será duplicada.

“Pedimos para que não usem o cerol, porque ele torna-se uma arma perigosa nas linhas, corta principalmente o pescoço, por onde passam as principais artérias, podendo provocar uma grande hemorragia e a pessoa pode morrer”, disse o tenente-coronel José Eduardo Cabral, comandante do 3° Grupamento de Bombeiros.

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