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'Sentar e chorar'. Em MS, 511 mil vivem sob risco de passar fome

23 dezembro 2014 - 10h50Por Fonte: campograndenews
O número de domicílios em situação de insegurança alimentar média ou grave em Mato Grosso do Sul teve queda de 5,2 pontos percentuais desde 2009, mas no estado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 511 mil pessoas ainda vivem sob o risco de não ter o que comer. É gente que muitas vezes tem que alimentar família com mais de quatro pessoas com um salário mínimo e sobrevive graças à ajuda de parentes e projetos sociais.A dona de casa Letícia Lemes de Melo, 20 anos, mora com o marido e dois filhos na comunidade Cidade de Deus, em Campo Grande. A renda mensal, segundo ela, gira em torno de R$ 700 que o homem ganha como gari, trabalho que arrumou recentemente após um período desempregado.

“Tem dias que eu tenho que sentar e chorar. Eu não vou sair pedindo de porta em porta. Tem que ir se mantendo com o que pode, pede emprestado para alguém da família que quando tem, empresta. Eu fico esperando doações. Mistura que é difícil. Se vier, bem, se não vier, fazer o que? Fico comendo só arroz e feijão mesmo”, conta ao Campo Grande News.O mais importante para o casal é que pelo menos as duas meninas tenham o que comer. Elas frequentam um projeto social no bairro que fornece refeições e reforço escolar às crianças e por vezes entrega sacolão para a família. “Pelo menos as minhas filhas comendo, está ótimo. Nós adultos damos um jeito. Adulto se vira. Se comer um ovo com arroz, está bom, mas as crianças precisam de mais nutrientes”, fala a dona de casa.

Na casa de Edileuza Luiz, 37 anos, a ajuda desse projeto social também é de extrema importância para a família que no total tem cinco pessoas. “No meu caso, a solução mais fácil é trazer as crianças para comer na escolinha”, conta.

Para ela, assim como no caso de Letícia, os pequenos vêm em primeiro lugar. “A minha satisfação é saber que pelo menos eles [filhos] eu tenho como servir”. Quando a situação aperta e o salário do marido, que atua como pedreiro, não é suficiente, o jeito é apelar para a recolha de recicláveis. “É a única forma que tem”.

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