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Nuzman se vê como único para comandar COB e culpa atletas e confederações por fi

Nuzman se vê como único para comandar COB e culpa atletas e confederações por fiascos olímpicos

03 dezembro 2012 - 15h10
Uol

“Acho prazeroso mandar”. Esta frase que encerra a entrevista de Carlos Arthur Nuzman à edição desta semana à Veja demonstra o tom do discurso do presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) exposto nas três páginas amarelas da revista. Principal mandatário do esporte nacional há 21 anos, o dirigente faz elogios à própria gestão e culpa sobretudo o mau trabalho de algumas confederações e o despreparo psicológico dos atletas brasileiros pelos fiascos em grandes competições.

Questionado sobre se considera justos os projetos de lei que limitam o tempo dos dirigentes à frente de entidades esportivas, Nuzman foi direto: é totalmente contra. “O que é bom e está dando certo não deve mudar. (...) Certas batalhas levam tempo para ser vencidas e demandam experiência”, afirmou o presidente do COB. “Sem querer ser arrogante nem melhor ou pior do que ninguém, é preciso lembrar que não havia e não há ninguém tão preparado para esse cargo como eu”.

Reeleito em 2012 para mais quatro anos, Nuzman declarou que pensa até em uma nova candidatura, mesmo se os projetos forem aprovados. “Vejo algumas pessoas, não muitas, que podem até vir a me suceder. É difícil. Não sou insubstituível, mas tenho um perfil único. Ficar depois da Olimpíada é uma opção, sim. O projeto de lei que limita o tempo nessa função que ocupo não seria um impedimento para isso. Ele valeria justamente a partir de 2016, e por dois mandatos. Seria possível, portanto, permanecer no cargo até 2024”, ressaltou.

Ao longo da entrevista, Nuzman destaca seu trabalho como principal artífice da conquista do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016, revela total liberdade dentro do COI (Comitê Olímpico Internacional), nega que a campanha carioca tenha comprado votos e diz que publicará um livro, após a Olimpíada, contando os bastidores de toda a negociação e organização do evento. Mas avisa: nem tudo que aconteceu estará lá. “Não se ganha uma Olimpíada pelos belos olhos de ninguém”.

À Veja, Carlos Arthur Nuzman comemorou o fato de as esferas governamentais envolvidas na organização da Rio-2016 não serem rivais políticas e afirmou que o cronograma vem sendo seguido à risca sob supervisão do COI, mas admitiu atenção redobrada com os aeroportos. “A maior preocupação de todo mundo envolvido é com os aeroportos. Que eles vão melhorar não há dúvida. Mas a questão é saber em que nível estarão quando a Olimpíada chegar”, disse.

Sobre o fraco desempenho do Brasil na última Olimpíada, em Londres, Nuzman eximiu de culpa o COB e atacou, sobretudo, o mau trabalho de algumas confederações e o despreparo psicológico dos atletas. Chegou a dizer que falta ambição aos esportistas do Brasil e citou nominalmente a saltadora com vara Fabiana Murer.

“Os brasileiros são mais frágeis aí [lado psicológico]. Tremem mais do que os outros. Quando um jogador de vôlei não acorda bem, costuma falar para o outro: ‘Hoje estou com uma leve dor’. Chineses, russos, americanos não têm essa ‘leve dor’. Ou, se têm, ignoram”, comentou o cartola. “Em Londres, o vento soprou pra todo mundo, certo? Mas só a Fabiana Murer paralisou e desistiu de saltar. Uma pena mesmo. (...) Fico preocupado com os Jogos no Rio. Competir em casa gera mais pressão ainda. Nossos atletas estão tendo um reforço psicológico desde já. Além disso, eles precisam demonstrar mais ambição pela vitória. Muita gente no Brasil mira baixo, achando que ter sido classificado para a Olimpíada já é uma grande vitória. Pois não é”.

Em relação às confederações, citou dois exemplos de entidades que não aproveitaram o sucesso de gerações ou atletas: a de basquete (a seleção masculina foi bicampeã mundial nos anos 1960) e a de tênis (Gustavo Kuerten chegou a ser líder do ranking mundial no início dos anos 2000).

“Tenho me empenhado desde o início em conseguir mais dinheiro e estruturar programas de incentivo ao esporte. Agora, o COB não tem gerência direta sobre o desenvolvimento dos atletas. As confederações é que são responsáveis por isso. Elas são independentes. Têm seus gestores, que, por sua vez, escolhem seus técnicos e ditam os rumos de suas modalidades. Existe uma fronteira aí que eu não posso ultrapassar”, pontuou.


Questionado sobre se considera justos os projetos de lei que limitam o tempo dos dirigentes à frente de entidades esportivas, Nuzman foi direto: é totalmente contra. “O que é bom e está dando certo não deve mudar. (...) Certas batalhas levam tempo para ser vencidas e demandam experiência”, afirmou o presidente do COB. “Sem querer ser arrogante nem melhor ou pior do que ninguém, é preciso lembrar que não havia e não há ninguém tão preparado para esse cargo como eu”.

Reeleito em 2012 para mais quatro anos, Nuzman declarou que pensa até em uma nova candidatura, mesmo se os projetos forem aprovados. “Vejo algumas pessoas, não muitas, que podem até vir a me suceder. É difícil. Não sou insubstituível, mas tenho um perfil único. Ficar depois da Olimpíada é uma opção, sim. O projeto de lei que limita o tempo nessa função que ocupo não seria um impedimento para isso. Ele valeria justamente a partir de 2016, e por dois mandatos. Seria possível, portanto, permanecer no cargo até 2024”, ressaltou.

Ao longo da entrevista, Nuzman destaca seu trabalho como principal artífice da conquista do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016, revela total liberdade dentro do COI (Comitê Olímpico Internacional), nega que a campanha carioca tenha comprado votos e diz que publicará um livro, após a Olimpíada, contando os bastidores de toda a negociação e organização do evento. Mas avisa: nem tudo que aconteceu estará lá. “Não se ganha uma Olimpíada pelos belos olhos de ninguém”.

À Veja, Carlos Arthur Nuzman comemorou o fato de as esferas governamentais envolvidas na organização da Rio-2016 não serem rivais políticas e afirmou que o cronograma vem sendo seguido à risca sob supervisão do COI, mas admitiu atenção redobrada com os aeroportos. “A maior preocupação de todo mundo envolvido é com os aeroportos. Que eles vão melhorar não há dúvida. Mas a questão é saber em que nível estarão quando a Olimpíada chegar”, disse.

Sobre o fraco desempenho do Brasil na última Olimpíada, em Londres, Nuzman eximiu de culpa o COB e atacou, sobretudo, o mau trabalho de algumas confederações e o despreparo psicológico dos atletas. Chegou a dizer que falta ambição aos esportistas do Brasil e citou nominalmente a saltadora com vara Fabiana Murer.

“Os brasileiros são mais frágeis aí [lado psicológico]. Tremem mais do que os outros. Quando um jogador de vôlei não acorda bem, costuma falar para o outro: ‘Hoje estou com uma leve dor’. Chineses, russos, americanos não têm essa ‘leve dor’. Ou, se têm, ignoram”, comentou o cartola. “Em Londres, o vento soprou pra todo mundo, certo? Mas só a Fabiana Murer paralisou e desistiu de saltar. Uma pena mesmo. (...) Fico preocupado com os Jogos no Rio. Competir em casa gera mais pressão ainda. Nossos atletas estão tendo um reforço psicológico desde já. Além disso, eles precisam demonstrar mais ambição pela vitória. Muita gente no Brasil mira baixo, achando que ter sido classificado para a Olimpíada já é uma grande vitória. Pois não é”.

Em relação às confederações, citou dois exemplos de entidades que não aproveitaram o sucesso de gerações ou atletas: a de basquete (a seleção masculina foi bicampeã mundial nos anos 1960) e a de tênis (Gustavo Kuerten chegou a ser líder do ranking mundial no início dos anos 2000).

“Tenho me empenhado desde o início em conseguir mais dinheiro e estruturar programas de incentivo ao esporte. Agora, o COB não tem gerência direta sobre o desenvolvimento dos atletas. As confederações é que são responsáveis por isso. Elas são independentes. Têm seus gestores, que, por sua vez, escolhem seus técnicos e ditam os rumos de suas modalidades. Existe uma fronteira aí que eu não posso ultrapassar”, pontuou.

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