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Associação rebate “preconceito” e diz que Paraguai não é perigo à região

18 outubro 2011 - 23h08Por CG News
Presente na reunião da Câmara Setorial de Bovinocultura e Bubalinocultura na manhã de ontem, na sede da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), em Campo Grande, o presidente da Associação Rural do Paraguai, o veterinário Juan Néstor Nunez Irala, afirmou que falta conhecimento do mercado sobre o foco de aftosa registrado no País e que há certo preconceito.

“Não somos um perigo para a região, pelo contrário“, rebateu Irala, ressaltando que a crise registrada no País com o foco surge como oportunidade para “detectar erros e aprimorar os trabalhos de vigilância sanitária”. “O foco de aftosa só foi em San Pedro”, pontuou.

Desde a confirmação do foco, segundo informações da associação, foram abatidas 819 cabeças de gado da fazenda no Departamento de San Pedro, onde apenas em 13 cabeças foram detectadas a doença.

Ainda conforme a entidade rural paraguaia, em 2011, a estimativa é que o prejuízo por conta da aftosa gire entre R$ 350 a R$ 450 milhões. No ano que vem, os números podem chegar a R$ 600 milhões.

A expectativa, ainda conforme a associação, é que o processo de recuperação do status sanitário no Paraguai deva ser pedido a OIE (Organização Mundial de Saúde animal) em seis meses.

Juan Néstor Nunez Irala também comentou em Campo Grande que o foco de aftosa vem num momento em que o Paraguai registrava crescimento na ordem de 14% no PIB (Produto Interno Bruto). A atividade econômica do País é fortemente ligada à pecuária.

“Não se pode combater à aftosa com ideologia, mas com trabalho e o Paraguai agiu rapidamente”, opinou.

Segundo ele, estar no Estado traduz a relação dos países e a harmonização das ações sanitárias. Além disso, o presidente da associação revelou que falta informação aos pequenos produtores paraguaios. Dos 133 mil produtores, 109 mil têm pequenas propriedades.

Comissão - Ontem, em Assunção, foi realizada a primeira reunião para alinhar estratégias de sanidade animal. O encontro foi na sede da Sociedade Rural Paraguaia. O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, o coordenador da Câmara Setorial de da Cadeia da Bovinocultura e Bubalinocultura e presidente da Comissão da Pecuária de Corte da Famasul, José Lemos Monteiro, e o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, participaram da reunião.

Riedel destacou que a criação de uma comissão com integrantes de Mato Grosso do Sul e do País vizinho para definir ações em conjunto para “desburocratizar” ações de sanidade animal.

“Ações do Paraguai impactam em Mato Grosso do Sul e vice-versa”, disse ele, destacando que acredita ser possível que o governo brasileiro retome a importação de carne paraguaia, que girava em torno de 1,8 mil toneladas por mês, no entanto, que esta decisão depende do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Sobre a informação de que o governo paraguaio estaria demorando a atualizar informações sanitárias ao Brasil e, por consequência, ao governo do Estado, o presidente da Famasul garantiu que as reuniões de ontem e hoje apararam “qualquer aresta”.

A titular da Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), Tereza Cristina, ao sair da reunião, considerou “excelentes” os encontros e que eles “começam a solucionar problemas”

Já o presidente da Acrissul, Chico Maia, ressaltou que as ações conjuntas propostas com a criação da comissão são “uma reposta para o mercado”, que, segundo ele, pode se aproveitar da crise para derrubar o valor do preço da carne paraguaia e também em MS.

“Paraguai e Mato Grosso do Sul têm 35 milhões de cabeças de gado. Não podemos dar motivos para a comunidade internacional, que foi um mercado conquistado à duras penas. Estas reuniões são um grande avanço”.

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