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Conselho aplica punição a médico que brigou em sala de parto em MS

Conselho aplica punição a médico que brigou em sala de parto em MS

29 novembro 2012 - 16h50
G1 MS

O médico Orozimbo Ruela de Oliveira Neto, que se envolveu em uma briga com outro perofissional dentro da sala de cirurgia de um hospital público em Ivinhema, a 297 km de Campo Grande, ficará impedido de exercer a profissão por 30 dias, por determinação do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS). O caso ocorreu em fevereiro de 2010, durante o parto da costureira Gislaine de Matos Rodrigues. A medida foi publicada pelo órgão nesta quinta-feira (29).

As investigações da Polícia Civil, na época, apontaram que Oliveira Neto realizava o parto normal da costureira, quando outro médico, plantonista do hospital, teria invadido a sala de cirurgia dizendo que iria fazer o procedimento. Os dois iniciaram uma discussão e chegaram a trocar socos no local.
Ainda segundo as investigações, Oliveira Neto acompanhou a costureira durante o pré-natal e teria sido escolhido por ela para fazer o procedimento. O outro médico teria discordado e teria dito que faria o parto poque era o plantonista do hospital naquele horário.

Por causa da briga, os dois médicos deixaram a sala de cirurgia e um terceiro médico foi chamado para terminar o parto, mas o bebê, que era uma menina, não sobreviveu. O atestado de óbito revelou que a morte foi provocada por asfixia.
O assessor jurídico do CRM-MS, André Borges, informou que o médico foi julgado e condenado pelo órgão em setembro deste ano pela violação de cinco artigos do Código de Ética Médica. “O Conselho entendeu que ele agiu de maneira antiética e por isso aplicou a pena disciplinar”, explicou.

Ainda segundo o assessor, ele foi intimado pelo órgão, teve prazo para recorrer da decisão, mas não contestou. A punição, publicada hoje, é o resultado final do processo.
Oliveira Neto ficará impedido de exercer a profissão no período de 14 de dezembro de 2012 a 12 de janeiro de 2013. Além do processo ético-profissional, instaurado pelo CRM-MS, o médico responde a um processo de erro médico, que tramita na 1ª Vara Cível de Ivinhema.

Em e-mail enviado à TV Morena na época, Oliveira Neto contou sua versão sobre o caso e afirmou que tentou explicar para o médico que a paciente tinha direito de ser atendida por outro profissional, que levou um soco dele e que depois empurrou o médico.

O G1 tentou entrar em contato com o advogado de Oliveira Neto, mas ele não foi encontrado em nenhum dos telefones. O G1 também entrou em contato com o médico, mas não obteve resposta.

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