Menu
Busca sábado, 15 de maio de 2021

Dona de casa briga na Justiça para substituir próteses nas pernas

29 agosto 2011 - 09h50Por G1
A dona de casa Gislânia Garcia, que sofre de uma doença crônica desde a infância, briga na Justiça pelo direito de substituir as próteses que têm nas pernas. Uma decisão recente deu ganho de causa à mulher que mora em Três Lagoas, mas o município ainda não cumpriu a determinação judicial.

Por causa do problema de saúde, Gislânia parou de trabalhar há quatro anos. Ela nasceu com artrite reumatóide infantil, uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações e outros órgãos. O quadro se agravou com o tempo, e a dona de casa teve de colocar prótese nas duas pernas para poder se locomover. "Trabalhar, lazer, tudo, estou há quatro anos sem fazer nada", afirma.

Com o tempo, as próteses se desgastaram e as dores ficaram insuportáveis. Gislânia foi informada pelos médicos de que era preciso substituir as próteses e foi encaminhada para São José do Rio Preto (SP). Ela conta que a operação não deu certo.

"Quando foi na terceira consulta, o médico de lá disse que não ia me atender mais porque tinha sido cancelado meu tratamento. Que minha cirurgia tinha sido cancelada porque era uma cirurgia cara e que a prefeitura [de Três Lagoas] não ia pagar", relata.

Diante do impasse, ela foi encaminhada pela prefeitura de Três Lagoas para tentar a cirurgia em Campo Grande. Também não conseguiu porque o quadro clínico já havia se agravado e, além da prótese, os médicos disseram que a dona de casa precisaria também fazer um enxerto de osso.

Gislânia cansou de procurar médicos e pedir ajuda do poder público. Com o quadro de saúde se agravando, ela resolveu buscar o apoio da Defensoria Pública. A Justiça determinou que a prefeitura pagasse pela cirurgia, e a partir daí começou uma disputa jurídica. O município sempre recorreu das decisões e, depois de dois anos de espera, a dona de casa conseguiu mais uma vitória na Justiça. A prefeitura não pode mais recorrer.

A responsável pelos casos de média e alta complexidade da prefeitura de Três Lagoas, Thaís Emiliana Sales da Silva, explica que o caso da paciente é grave, o que pode tornar a solução para o problema ainda mais demorada. "O processo dela foi encaminhado para Campo Grande, lá tem uma equipe que encaminha para Brasília e o que nos foi passado é que ela [cirurgia] demora em torno de seis meses para ser autorizada", explica.

O município alega ainda que o prazo estabelecido com a paciente foi até o dia 25 de outubro para que a Secretaria Municipal de Saúde possa cumprir com a decisão. Porém, Gislânia alega que desconhece o acordo.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SAÚDE
Covid-19: país tem 15,5 milhões de casos acumulados e 434,7 mil mortes
TECNOLOGIA
Começa a valer hoje nova política de privacidade do WhatsApp
MEIO AMBIENTE
Polícia Militar Ambiental de Bonito captura seriema com perna quebrada
AGEPEN
Por intermédio da Agepen, primeira certidão de nascimento digital de preso indígena é emitida em MS